SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

sábado, 23 de abril de 2011

SÍMBOLOS DA PÁSCOA


 A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach"
("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
OVOS DE PÁSCOA
 De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.

Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
COELHO

 O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. 
CORDEIRO

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

CÍRIO PASCAL

É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".

Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.

O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
GIRASSOL

O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.

O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.

PÃO E VINHO
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.

Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.

Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.


Colomba Pascal

O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.


SINO

Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.

O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
Quaresma

Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

Óleos Santos
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.



PÁSCOA


Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.


Origem do nome

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou deEostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês doséculo VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.


Páscoa Cristã

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres. [1]


Páscoa no Judaísmo

Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua .


Tradições pagãs na Páscoa

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ouAstarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.



domingo, 17 de abril de 2011

IMENSIDADE



IMENSIDADE

Jonas Serafim





No pântano animado de todo o cosmo infinito se encontra o mundo humano em sua amplitude, outra imensidão guardando os segredos da vida que se forma em constante transformação, sendo em movimento, e nunca estático, que une todos os elementos da natureza, convergindo tudo para o todo da imensidade.

Os sentidos inconstantes questionam sempre sobre a verdade, algo que não cabe em uma caixa dogmática, e que se alastra na infinidade do universo.

O nosso si mesmo já está situado no ilimitado universo, e se é assim que existimos e vivemos, com sentido e razão, não estamos no vácuo niilismo que não tem sentido. 

Todo o movimento ou ato que acontece está unido numa conexão com o todo do universo, articulado aos sentidos e à nossa razão.

Estamos num espaço sem limites, num tempo de ser sempre sendo para a plenitude. Então, não podemos afirmar o nada diante de tudo e do todo em sua imensidade. Daí sabermos a grandeza do quanto é bom o mundo em que vivemos. Assim é a bondade, não tem fronteiras. Somos essencialmente infinitos. E em nossa infinitude tudo se completa para a perfeição. Os defeitos, portanto, são consequências da ação humana.

Envolvido pelo imensurável céu, não precisamos fantasiar outros céus. Tudo está conectado na imensidade do universo, pelo átomo, pelo pensamento, vibrações, sentimentos e atitudes. A ação em favor da vida tem sua razão na luz que ilumina a escuridão originária da criação. Tudo muda de aparência e a morte não existe. Na imensidade benevolente universal tudo se renova para o bem.

Havendo uma infinitude matemática e quântica, é porque há um sentido infinito e pleno do ser.

A existência e a convivência são originárias da onipotência ativa e definitiva.

O princípio interno de toda matéria e de todo ser vem do espírito que movimenta a vida.

O sentido extrínseco advém da interioridade que anima o raciocínio, as palavras e as ações.

A existência, a vida e o movimento em todo o universo, acontecem pela razão intrínseca e infinita e tem efeito infinito em potência. Esta é a concepção da imensidade. 

Considerando o espaço e a matéria com aptidões, confirma-se neste argumento a ação da vida com toda a imensidade. Nisto consiste o impulso das partes para o todo. Tudo é eterno na própria eternidade real, sempre presente, em que existe, vive e se movimenta em transformações sucessivas e sensíveis.

Tudo está em movimento na e para a imensidade. Estamos todos no mesmo espaço infinito porque tudo é um só na imensidade. Já estamos na eternidade e não podemos mais fugir desta realidade que encanta com mistérios e revelações. Dos elementos naturais podemos dizer com consistência que são tantos espalhados em todo o cosmo: outras terras distantes e outros sóis, envolvidos pela água e o ar, nas diferentes formas possíveis. Há uma diversidade em toda unidade do universo e tudo no todo forma o uno.

Não vivemos para nós mesmos. Vivemos em relação com todos e com o todo. O sol não brilha para si mesmo, nem a terra brilha só para si. Só percebemos a luminosidade pelo reflexo de outros corpos.

Convivemos no processo cosmogênico que entrelaça sentimento e razão. E a razão da vida se encontra no começo de sua formação que percorre uma duração rumo ao infinito. 

Não viveríamos sem o equilíbrio entre o ar, a água, a terra e o fogo. Um elemento não existe sem o outro em toda a imensidade. Um corpo consiste na complexidade que une respiração, sangue, massa, energia e espírito. O todo, parte da mesma origem e está para o mesmo fim infinito. Somos eternos, embora, mortais. Mas este é o processo natural do corpo corruptível para o corpo incorruptível. Como sementes, somos unidos ao útero originário da terra para a dimensão imensurável. 

A beleza da estética do universo é completa com a vida, a paz e o amor. Aqui compreende toda a diversidade e une fé e ciência.

O centro e o meio de tudo, desde o átomo até ao organismo vivo e atuante, é o coração que sente, comunica e participa. O heliocentrismo não corresponde a toda imensidade; e em seu movimento, limita-se à Via-Láctea como uma matéria-prima inteligente. O princípio vital do movimento conserva-se no desejo e no impulso da gravidade universal de continuar o percurso para não enfraquecer a própria vitalidade e para a finalidade que exerce rumo à plenitude.

O universo tem a sua própria filosofia e ciência em toda sua imensidade. Não adianta querer enterrar o pé só no criacionismo ou só no evolucionismo. Isto é tolice e estupidez, porque, na verdade, toda a criação evolui.

Somos aprendizes sempre, e em busca constante na amplitude do pensamento, semelhante à perfeição do universo. Tudo está em volta do único e grandíssimo céu, porque o mundo é um só, vivo e supremo. 

Se lutarmos contra a natureza, mudamos o seu equilíbrio. Nada está fora de lugar, senão for movido por uma força contrária. Se o átomo é indivisível, em tese, o ato contrário à sua natureza o desequilibra e causa mudanças explosivas e desumanas. Não precisamos extrair o coração de um corpo vivo para compreender a natureza das partes e do todo. A própria natureza possibilita a compreensão pela percepção do ciclo da vida. Ao observarmos a vida e a morte, como realidades contrárias e naturais, pelas investigações lógicas que são possíveis fazer no corpo vivo, e no corpo morto, alcançamos o verdadeiro conhecimento que queremos sem alterar a natureza. Tudo o quer existe é composto pelo todo. Nada existe no vazio. Tudo tem sentido e uma direção, refletido na ação humana, na perspectiva da unidade.

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     Baseado na obra de Giordano Bruno: "Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos"

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VÍDEO SOBRE O UNIVERSO
http://youtu.be/0N0kFPekLo0





MÍSTICA QUÂNTICA
Jonas Serafim de Sousa

Somos átomos de Deus.
Nada vem do nada. Tudo vem do algo.
O algo que me aparece
não é só porque existe simplesmente,
mas é porque tem uma essência
e um sentido significante e revelador
à vida real como um todo.

Vejamos! O silêncio. O que é o silêncio?
O silêncio não existe.
O que percebemos é sempre um segredo.
Só sentimos o verdadeiro silêncio
por uma atitude de perfeita contemplação.
Nisso está o mistério.
Apesar de tudo, a natureza oferece a quietude.

Diante da quietude das religiões
há uma inquietude da verdade
Deus não é uma ortodoxia,
não está velado em nenhuma doutrina.
Fora da doutrina está o Sagrado.

Na metáfora humana se compreende
a metafísica divina
e o ponto de ruptura do sujeito
que abre caminho no tempo e na espiritualidade.

No amálgama da energia com a matéria
se compreende o nó de relações entre as coisas.
Entre fé e razão tudo está relacionado com tudo.
Tudo coexiste.
Entre o simples e o complexo,
o fenômeno do Espírito Sagrado.

No princípio de tudo, entre os átomos e o vazio,
o infinito aponta como possibilidade consciente.
Somos mistérios no tempo e no espaço.
Existem realidades do não-real
no pensamento que vive recriando o mundo.

mundo fora de nós converge
com o imensurável universo interior de cada um.

Ninguém toca nada
apenas nos aproximamos
e é assim que afetamos a realidade de todos.

Somos átomos microscópicos de Deus.
E Deus é amplo como um grão de mostarda.
Somos o mundo. Não somos separados.
Estamos interligados e integrados.
Construímos e destruímos o nosso mundo.

Pensamentos neuróticos deformam as emoções
com substâncias negativas contrárias à espiritualidade.
Somos emoções. Somos amor.

A aparência física nos prende à definições
que nos cegam com superficialidades.
Somos além do que pensamos
e estamos interligados no Universo
como matéria, consciência e espírito.
Reflita!

Nossa natureza consciente
é um processo real
e um mistério em evolução.

Reconhecemos a realidade definitiva
pela consciência e não só pela visão.
O que fazemos além disso, é a realização de ser.

Desconstruímos a realidade do nosso pensamento
em um mundo subatômico ou quântico.

Há uma existência potencial em toda realidade material,
com possibilidades infinitas que podemos alcançar.

Não tocamos em nada, e tudo está se tocando.
Tudo é sentido atomicamente.
Observamos e percebemos pelos sentidos.
Assim somos e nos projetamos, com causa e efeito,

como uma onda em evolução conectando com tudo.

desejo e a intenção no pensamento
pode elevar ou baixar o nível
da realidade em que se vive.
É só acreditar que pode.
Concentre-se!
Substância e tempo são o que somos. Somos um.

mundo interior é maior do que todo o Universo exterior.
Estamos dentro de Deus. Somos divinos


segunda-feira, 28 de março de 2011

O SAGRADO



O SAGRADO COMO FOCO DE FENÔMENO  RELIGIOSO

       GIL FILHO, S. F.1

O sagrado e o profano seriam dois universos da existência assumidas 
pelo homem em sua história. São maneiras de ser no mundo e no cosmos. A 
referência do sagrado posiciona o homem diante de sua própria existência. De 
modo abrangente, a reflexão sobre o sagrado interessa  tanto às ciências 
humanas como à filosofia e a religião. 
Uma teoria do sagrado nos permite resguardar um atributo essencial 
para o fenômeno religioso ao mesmo tempo em que o torna aplicável. Nesta 
abordagem, o sagrado reserva aspectos ditos racionais, ou seja, passíveis de 
uma apreensão conceitual através de suas qualidades, e aspectos 
transracionais, que escapam à primeira apreensão, sendo exclusivamente 
captados enquanto sentimento religioso. O transracional é o que foge ao 
pensamento conceitual, por ser de característica explicitamente sintética, e só é 
assimilado enquanto atributo. Neste patamar reflexivo está o âmago da oposição 
entre o racionalismo e a religião. 
A característica própria do pensamento tradicional diante do fenômeno 
religioso é de reconhecer aquilo que, por um momento, não obedece às leis da 
natureza. Esta intervenção no andamento natural das coisas, feita pelo 
Transcendente, que é o autor destas leis, apresenta-se como uma tese 
apriorística, ou seja, a própria ortodoxia, muitas vezes, foi responsável por velar 
o elemento transracional da religião ao enfatizar em  demasia o estudo de 
aspectos doutrinários e rituais e menosprezar os aspectos  mais espirituais e 
essenciais da experiência religiosa.  
Entretanto, se o sagrado é único enquanto categoria, paradoxalmente 
                                                
1
 Professor Adjunto Doutor do Departamento de Geografia da UFPR ele é plural como fenômeno. O sagrado  em si é exclusivamente explicado em 
sua própria escala, ou seja, a escala religiosa. Todavia, no plano fenomênico ele 
se apresenta em uma diversidade de relações que nos possibilitam estudá-lo à 
escala das ciências humanas. 
A partir deste quadro referencial, podemos deduzir que as formas e os 
conteúdos relativos ao sagrado podem ser considerados como fonte de 
conhecimento do modo como se apresentam à consciência, restrito aos limites 
de como se manifestam. A partir desta reflexão, intuímos que o sagrado não 
está apenas na percepção imediata das formas e do seu conteúdo, mas também 
nos atos que suscitam a consciência, sendo possível admitirmos que se crie 
uma determinada expressão do sagrado no âmbito do pensamento. 
Tomando o pensamento como espelho do ato a ser expresso, ao 
nomearmos o sagrado estabelecemos a possibilidade dele ressurgir, mesmo 
que o ato não seja de fato consumado por quem o compreende. Assim, 
chegamos à ambigüidade do rito. 
A experiência do  sagrado é o ponto de convergência de todas as 
religiões.  
A partir desta discussão podemos conceber quatro instâncias  de 
entendimento do sagrado: 
(i) Refere-se à exterioridade do sagrado e sua materialidade, 
a paisagem religiosa com seus elementos como, por 
exemplo, da estrutura do Templo, da Igreja e os ambientes 
da natureza destinados ao culto. 
(ii) Entendemo-lo como sistema simbólico e cultura cotidiana.  
(iii) A terceira tem haver com a tradição e à natureza imanente 
do sagrado. Neste sentido reconhecemo-lo através das 
Escrituras Sagradas, das Tradições Orais Sagradas e dos Mitos. 
(iv) A quarta possibilidade de reconhecimento do sagrado nos 
remete ao sentimento religioso, seu caráter transcendente
e transracional. É uma dimensão de inspiração muito 
presente na experiência religiosa. É a experiência do 
sagrado em si. Esta dimensão, que escapa à razão em sua 
essência, é reconhecida através de seus efeitos. Trata-se 
daquilo que qualifica uma sintonia entre o sentimento 
religioso e o fenômeno religioso. 


UNESCO - ENSINO RELIGIOSO



UNESCO-Ensino Religioso é importante


Terça-feira, 3 de junho de 2003 - 9h27min

A religião

 adquire importância crescente nos sistemas 
públicos de ensino e passou a ser um
tema-chave 
para os responsáveis pelas políticas
educacionais 
de numerosos países: é a conclusão a que chegou 
a última edição da publicação trimestral da UNESCO 
(Organização das NN.UU. para a Educação, a Ciência
 e a Cultura) sobre a educação - "Perspectivas" - que 
dedicou sua última edição, publicada hoje, ao tema "Educação
 e Religião". O
 estudo analisa o tempo reservado ao ensino religioso nos
 programas educacionais
 de 140 países. Segundo a análise, a educação religiosa é matéria
 obrigatória em
 73 dos 140 países estudados. Em 54 desses 73 países, o tempo
 médio
 consagrado ao ensino religioso, durante os seis primeiros anos de
 escolaridade é 
de mais de 388 horas, o que equivale a cerca de 8% da duração
 total do ensino.

Para os autores do estudo, isso mostra um claro aumento da
proporção de tempo
 dedicado à religião, depois da publicação de um estudo
precedente, 10 anos atrás,
 assim como a inversão da tendência à baixa do ensino
religioso, que marcou a maior
 parte do século passado. Esse estudo precedente analisara a
 educação religiosa 
durante quatro períodos, de 1920 a 1986. Uma das conclusões do
estudo anterior 
era que, não obstante a relativa estabilidade do número de países
que praticavam 
a educação religiosa, o número de horas consagrado a essa
matéria não deixara 
de diminuir.

Segundo os novos dados, Arábia Saudita e Iêmen encabeçam
a lista de países que
reservam mais tempo à religião, em seus programas de ensino,
com 31% (1.458 horas)
 e 28,2% (1.104 horas), respectivamente, durante os 10 primeiros
anos escolares. A
 informação apresentada, ressaltam os autores, não é completa
e deveria servir "como
 ponto de partida de uma reflexão mais ampla sobre o lugar
ocupado pela educação
 religiosa nos sistemas educacionais de nossas sociedades,
 cada vez mais
 multiconfessionais. Religião passa a ser tema chave em vários
 países.


OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO 21

OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO 21

    Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento
 da educação baseado no Relatório para a Unesco da 
Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, 
coordenada
 por Jacques Delors.
    No relatório editado sob a forma do livro – Educação: Um 
a Descobrir –, a discussão dos quatro pilares ocupa todo o
 Capítulo 4, onde se propõe uma educação direcionada para
 os quatro tipos fundamentais de aprendizagem: aprender
 a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com
 os outros e aprender a ser:
•    Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, 
suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em
 profundidade um pequeno número de matérias. O que também 
significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das 
oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

•    Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma 
qualificação profissional mas, de uma maneira mais ampla,
 competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas 
situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a 
fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho
 que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer 
espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer 
formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado
 com o trabalho.

•    Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do
 outro e a percepção das interdependências – realizar projetos 
comuns e preparar-se para gerir conflitos – no respeito pelos 
valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

•    Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade
 e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de 
autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. 
Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das 
potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido 

estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.
Notas:
•    Extraído e adaptado

•    O texto, na íntegra, pode ser encontrado no livro: DELORS,
 Jacques et al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório
 para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para 
o Século XXI. 10ª ed. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2006.

segunda-feira, 14 de março de 2011

QUARESMA




QUARESMA

QUARESMA, palavra que vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada noDomingo de Páscoa.
Na Quaresma, é comum encontrarmos imagens cobertas por mantos de cor roxa: sentido de penitência


Tempo da Quaresma

A quaresma tem seu inicio na quarta-feira de cinzas e seu término ocorre na quinta-feira santa, até a celebração da Missa da Ceia do Senhor Jesus Cristo com os doze apóstolos... os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência. O roxo no tempo da quaresma não significa luto e sim simboliza que a igreja está se preparando espiritualmente para a grande festa da páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.


Quarenta Dias

O tempo da quaresma é de quarenta dias, porém em dias corridos somam quarenta e sete pois, de acordo com o cristianismo, o domingo, que já é dedicado como o dia do Senhor, durante a quaresma não é contado. Após esse período, se inicia o Tríduo Pascal, que termina no Domingo de Páscoa.Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.


Tempo de Oração

A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os fiéis para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.
A Igreja Católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na Quarta-feira de Cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma consequência da penitência.