SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

terça-feira, 25 de junho de 2013

FESTA JUNINA


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fogueira de São João em Mäntsälä, na Finlândia
Nome oficial Dia de São João
Tipo Cristão, com origens pagãs
Seguido por Vários países
Data 13 de junho, 24 de junho e 29 de junho

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações católicas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). Tal festa foi cristianizada na Idade Média, se tornando a Festa de São João. Outros dois santos católicos populares celebrados nesta mesma época são São Pedro e São Paulo (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos 3 santos populares marcam o início das festas de Verão por todo o país.
Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa — Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas também ocorrem em grande escala na Irlanda, na Galiza, em partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.




Midsummer bonfire.jpg



Etimologia:

Existem duas hipóteses para o origem do termo:
pode vir de "São João", nome de um dos santos homenageados, através do termo "joanina";
pode vir de "junho", mês em que as festas são celebradas1 .
Tradições e costumes

Origem da fogueira




Fogueira de Festa do Verão em Mäntsälä. Fogueiras de São João (Festa do Verão) são bastantes populares no dia de São João (Juhannus) no campo ao redor das cidades em festejos.

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira do dia de Midsummer (25 de junho) tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

O uso de balões





O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil e se mantém em ambos os lados do Oceano Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidencia. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa na Região Nordeste do Brasil, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos.
Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei em muitos locais, como no Brasil, por exemplo, devido ao risco de incêndio.
Durante todo o mês de junho, é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como "traque", "chilene", "cordão", "cabeção-de-negro", "cartucho", "treme-terra", "rojão", "buscapé", "cobrinha", "espadas-de-fogo", "chuvinha", "pimentinha", "bufa-de-vei" e "bombão".

O mastro de São João.

O mastro de São João, conhecido em Portugal também como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas, em geral, três bandeirinhas simbolizando os santos. Tendo, hoje em dia, uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.
Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal é também erguido em junho e a celebrar as festas desse mês — o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, Midsommarafton. O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. A tradição do Cambeiro é celebrada em Janeiro.
Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites.

A Quadrilha


A quadrilha brasileira tem o seu nome originário uma dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A quadrille francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da contredanse, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A contredanse se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.


Quadrilha Junina da Festa do São Pedro de Belém (Paraíba)
A quadrille veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras preexistentes e teve subsequentes evoluções (entre elas, o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.


Uma quadrilha de Sergipe
O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil e na Europa entre os começos do romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras como o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica, duma certa maneira, o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.


Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do país mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:
"Quadrilha Caipira" (São Paulo)
"Saruê", corruptela do termo francês "soirée", "noite"2 (Brasil Central)
"Baile Sifilítico" (Bahia)
"Mana-Chica" (Rio de Janeiro)
"Quadrilha" (Sergipe)
"Quadrilha Matuta"
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha, encontram-se o acordeão, pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.


"Quadrilha Caipira" (São Paulo)
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é ele quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do Nordeste do Brasil (indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral, o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial e a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.


Outras danças e canções



No nordeste brasileiro, é utilizado o forró, assim como ritmos aparentados tais como o baião, o xote, o reisado, o samba de coco e as cantigas típicas das festas juninas.


Costumes populares





Festa junina caipira
As festas juninas brasileiras podem ser divididas em dois tipos distintos: as festas da Região Nordeste e as festas do Brasil caipira, ou seja, nos estados de São Paulo, Paraná (norte), Minas Gerais (sobretudo na parte sul) e Goiás.
No Nordeste brasileiro, se comemora com pequenas ou grandes festas que reúnem toda a comunidade e muitos turistas, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e muito forró. É comum os participantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos, e chapéu de palha, e as mulheres com vestido colorido de chita e chapéu de palha.
No interior de São Paulo, ainda se mantém a tradição da realização de quermesses e danças de quadrilha em torno de fogueiras.

Em Portugal, há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos, as marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas, dão-se com martelinhos de plástico e alho-porro nas cabeças das pessoas principalmente nas crianças e quando os rapazes se querem meter com as raparigas solteiras.
Simpatias, sortes e adivinhas para Santo Antônio
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando.
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão... nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo Antônio:
Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam um figurino do santo de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço. Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo. Para arrumar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido. Rezar um pai-nosso e uma salve-rainha. Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama. Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.
No dia 13, é comum ir à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente pelos frades. Em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. O pão, que é bento, deve ser deixado junto aos demais mantimentos para que estes não faltem jamais.
Em Lisboa, é tradicional uma cerimónia de casamento múltiplo do dia de Santo António, em que chegam a casar-se de 200 a 300 casais ao mesmo tempo. Esta "tradição" começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a Revolução de 1974. Voltou a reaparecer há uns anos, promovida por uma cadeia de televisão.

Festas juninas por país

Brasil
As festas juninas são, na sua essência, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha tido origem nas festas dos santos populares em Portugal: Festa de Santo Antônio, Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo principalmente. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos para o Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão. As roupas caipiras ou saloias são uma clara referência ao povo campestre, que povoou principalmente o nordeste do Brasil e muitíssimas semelhanças se podem encontrar no modo de vestir caipira tanto no Brasil como em Portugal. Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais tiveram o seu início em Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora, por exemplo. Embora os balões tenham sido proibidos em muitos lugares do Brasil, eles são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite. A dança de fitas típicas das festas juninas no Brasil é, provavelmente, originárias da Península Ibérica3 .
No Brasil, recebeu o nome de "junina" (chamada inicialmente de "joanina", de São João), porque acontece no mês de junho. Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais são oriundas as comunidades de imigrantes, chegados a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.
As grandes mudanças no conceito artístico contemporâneo acarretaram na "adequação e atualização" destas festas, onde ritmos e bandas não tradicionais aos tipicamente vivenciados são acrescentadas às grades e programações de festas regionais, incentivando o maior interesse de novos públicos. Essa tem sido a aposta de vários festejos para agradar a todos, não deixando de lado os costumes juninos. Têm-se, como exemplo, as festas do interior da Bahia, como a de Amargosa, e a de Santo Antônio de Jesus, que, apesar da inclusão de novas programações, não deixa de lado a cultura nordestina do forró, conhecido como "pé de serra" nos dias de comemoração junina.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João Batista, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica, a pamonha, o curau, o milho cozido, a pipoca e o bolo de milho. Também pratos típicos das festas são o arroz-doce, a broa de milho, a cocada, o bom-bocado, o quentão, o vinho quente, o pé-de-moleque, a batata-doce, o bolo de amendoim, o bolo de pinhão etc.4 .
O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente, o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu. Nos arraiais, acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos.
Locais
Estes arraiais são muito comuns em Portugal e não são exclusivos do São João, são parte da tradição popular em geral. Nessas festas, podemos encontrar imensas semelhanças tanto no Brasil como em Portugal, mas não só. Na África e na Ásia, Macau, Índia, Malásia, na Comunidade Cristang, os portugueses deixaram essa tradição dos santos populares bem marcada.
Atualmente, os festejos ocorridos em cidades do Norte e Nordeste do Brasil dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo,Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Piritiba e Senhor do Bonfim na Bahia, em Mossoró no Rio Grande do Norte; em Arcoverde em Pernambuco; Campina Grande na Paraíba; Juazeiro do Norte no Ceará; e Cametá no Pará. Campina Grande (Paraíba), Caruaru (Pernambuco) e Cruz das Almas (Bahia) realizam as maiores festas do Nordeste brasileiro, cada uma delas durando 30 dias. Campina Grande possui o título de Maior São João do Mundo, embora Caruaru esteja consolidada no Guinness Book na categoria festa country (regional) ao ar livre.
Outra região conhecida pelas festividades do mês de junho é o interior de São Paulo, onde ainda se mantém a tradição da realização de quermesses e danças de quadrilha em torno de fogueiras. A culinária local apresenta pratos característicos da época, como a paçoca, o pé-de-moleque, o bolinho caipira, pastéis, canjica e outros. As quermesses atraem também músicos sertanejos e brincadeiras para os mais novos.
Portugal


O São João do Porto, em Portugal




O São João do Porto, em Portugal
Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de "Festas dos santos populares", correspondem a diferentes feriados municipais: São Gonçalo em Amarante; Santo António em Aljustrel, Amares, Cascais, Estarreja, Ferreira do Zêzere, Lisboa, Proença-a-Nova, Reguengos de Monsaraz, Vale de Cambra, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Famalicão, Vila Real e Vila Verde; São João em Aguiar da Beira, Alcochete, Almada, Almodôvar, Alcácer do Sal, Angra do Heroísmo, Armamar, Arronches, Braga, Calheta, Castelo de Paiva, Castro Marim, Cinfães, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Guimarães, Horta, Lajes das Flores, Lourinhã, Lousã, Mértola, Moimenta da Beira, Moura, Nelas, Porto, Porto Santo, Santa Cruz das Flores, Santa Cruz da Graciosa, Sertã, Tabuaço, Tavira,Terras de Bouro, Valongo, Vila do Conde, Vila Franca do Campo, Vila Nova de Gaia, Vila do Porto e Vizela; São Pedro em Alfândega da Fé, Bombarral, Castro Daire, Castro Verde, Celorico de Basto, Évora, Felgueiras, Lajes do Pico, Macedo de Cavaleiros, Montijo, Penedono, Porto de Mós, Póvoa de Varzim, Ribeira Brava, São Pedro do Sul, Seixal, Sintra, Torres Vedras e Lagos
Nas cidades do Porto e de Braga em Portugal, o São João é festejado com uma intensidade inigualável, sendo que a festa é, à semelhança do que acontece no Nordeste do Brasil, entregue às pessoas que passam o dia e a noite nas ruas das cidades, que são autênticos arraiais urbanos.
Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina e na tradição portuguesa) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João europeias.




França
A Fête de la Saint-Jean (Festa de São João), tal como no Brasil e em Portugal, é comemorada no dia 24 de junho e tem, como maior característica, a fogueira. Em certos municípios franceses, uma alta fogueira é erigida pelos habitantes em honra a São João Batista. Trata-se de uma festa católica, embora ainda sejam mantidas tradições pagãs que originaram a festa. Na região de Vosges, a fogueira é chamada chavande.
Polônia
As tradições juninas da Polônia estão associadas principalmente com as regiões da Pomerânia e da Casúbia, e a festa é comemorada dia 23 de junho, chamada localmente 'Noc Świętojańska" (Noite de São João). A festa dura todo o dia, começando às 8h da manhã e varando a madrugada. De maneira análoga à festa brasileira, uma das características mais marcantes é o uso de fantasias, no entanto não de trajes camponeses como no Brasil, mas de vestimentas de piratas. Fogueiras são acesas para marcar a celebração. Em algumas das grandes cidades polonesas, como Varsóvia e Cracóvia, esta festa faz parte do calendário oficial da cidade.
Ucrânia
A festa de Ivana Kupala (João Batista) é conhecida como a mais importante de todas as festas ucranianas de origem pagã, e vai desde 23 de junho até 6 de julho. É um rito de celebração pelo verão, que foi absorvido pela Igreja Ortodoxa. Muitos dos rituais das festas juninas ucranianas estão relacionados com o fogo, a água, fertilidade e auto-purificação. As moças, por exemplo, colocam guirlandas de flores na água dos rios para dar sorte. É bastante comum também pular as chamas das fogueiras. As festas juninas eslavas inspiraram o compositor Modest Mussorgsky para sua famosa obra "Noite no Monte Calvo"...


Suécia




Celebração do solstício de verão em Årsnäs, na Suécia
As festas juninas da Suécia (Midsommarafton) são as mais famosas do mundo. É considerada a festa nacional sueca por excelência, comemorada ainda mais que o Natal. Ocorre entre os dias 20 e 26 de junho, sendo a sexta-feira o dia mais tradicional. Uma das características mais tradicionais são as danças em círculo ao redor do majstången, um mastro colocado no centro da aldeia. Quando o mastro é erigido, são atiradas flores e folhas. Tanto o majstången sueco (mastro de maio) como o mastro de São João brasileiro têm as suas origens no "mastro de maio" dos povos germânicos.
Durante a festa, são cantados vários cânticos tradicionais da época e as pessoas se vestem de maneira rural, tal como no Brasil. Por acontecer no início do verão, são comuns as mesas cheias de alimentos típicos da época, como o morangos e as batatas. Também são tradicionais as simpatias, sendo a mais famosa a das moças que constroem buquês de sete ou nove flores de espécies diferentes e colocam sob o travesseiro, na esperança de sonhar com o futuro marido. No passado, acreditava-se que as ervas colhidas durante esta festa seriam altamente poderosas, e a água das fontes dariam boa saúde. Também nesta época, decoram-se as casas com arranjos de folhas e flores, segundo a superstição, para trazer boa sorte.
Durante este feriado, as grandes cidades suecas, como Estocolmo e Gotemburgo, tornam-se desertas, pois as pessoas viajam para suas casas de veraneio para comemorar a festa. E os acidentes com balão são muito frequentes.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

BERTOLD BRECHT




Poemas de Bertold Brecht
Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955. Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. Sua praxis é uma síntese dos experimentos teatrais de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. (Fonte: net)


http://life-is-wonderfool.blogspot.com/ - acessado em 05.07.09

Os que lutam

"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis."

O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo



                                             Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar."
PRIVATIZADO

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário.
E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.



SOBRE A VIOLÊNCIA
"Nós vos pedimos com insistência:
Nunca digam - Isso é natural
Diante dos acontecimentos de cada dia,
Numa época em que corre o sangue
Em que o arbitrário tem força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza
Não digam nunca: Isso é natural
A fim de que nada passe por imutável."
 
A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contem
Ninguém chama de violento.

A tempestade que faz dobrar as bétulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua?


DAS ELEGIAS DE BUCKOW
Viesse um vento
Eu poderia alçar vela.
Faltasse vela
Faria uma de pano e pau.
FERRO
No sonho esta noite
Vi um grande temporal.
Ele atingiu os andaimes
Curvou a viga
A feita de ferro.
Mas o que era de madeira
Dobrou-se e ficou.

SE FÔSSEMOS INFINITOS
Fossemos infinitos
Tudo mudaria
Como somos finitos
Muito permanece.

QUEM SE DEFENDE
Quem se defende porque lhe tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legitima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando vocês se defendem porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente. Durante os anos todos em que morre
Não lhe é permitido se defender.


PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia varias vezes destruída--
Quem a reconstruiu tanta vezes? Em que casas
Da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma esta cheia de arcos do triunfo
Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes? Mesmo
na lendária Atlântida
Os que se afogavam gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
Naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu alem dele?

Cada pagina uma vitoria.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?

Tantas histórias.
Tantas questões.


EU SEMPRE PENSEI
E eu sempre pensei: as mais simples palavras
Devem bastar. Quando eu disser como é
O coração de cada um ficara dilacerado.
Que sucumbiras se não te defenderes
Isso logo veras.


NÃO NECESSITO DE PEDRA TUMULAR
Não necessito de pedra tumular, mas
Se necessitarem de uma para mim
Gostaria que nela estivesse:
Ele fez sugestões
Nós as aceitamos.
Por tal inscrição
Estaríamos todos honrados.

LENDO HORACIO
Mesmo o dilúvio
Não durou eternamente.
Veio o momento em que
As águas negras baixaram.
Sim, mas quão poucos
Sobreviveram!


EPITÁFIO PARA GORKI
Aqui jaz
O enviado dos bairros da miséria
O que descreveu os atormentadores do povo
E aqueles que os combateram
O que foi educado nas ruas
O de baixa extração
Que ajudou a abolir o sistema de Alto a Baixo
O mestre do povo
Que aprendeu com o povo.

NA MORTE DE UM COMBATENTE DA PAZ
À memória de Carl von Ossietzky
Aquele que não cedeu
Foi abatido
O que foi abatido
Não cedeu.
A boca do que preveniu
Está cheia de terra.
A aventura sangrenta
Começa.
O túmulo do amigo da paz
É pisoteado por batalhões.
Então a luta foi em vão?
Quando é abatido o que não lutou só
O inimigo
Ainda não venceu.

A MÁSCARA DO MAL
Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa
Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado
Compreensivo observo
As veias dilatadas da fronte, indicando
Como é cansativo ser mal

REFLETINDO SOBRE O INFERNO
Refletindo, ouço dizer, sobre o inferno
Meu irmão Shelley achou ser ele um lugar
Mais ou menos semelhante a Londres. Eu
Que não vivo em Londres, mas em Los Angeles
Acho, refletindo sobre o inferno, que ele deve
Assemelhar-se mais ainda a Los Angeles.

Também no inferno
Existem, não tenho dúvidas, esses jardins luxuriantes
Com as flores grandes como árvores, que naturalmente fenecem

Sem demora, se não são molhadas com água muito cara.
E mercados de frutas
Com verdadeiros montes de frutos,no entanto
Sem cheiro nem sabor.E intermináveis filas de carros
Mais leves que suas próprias sombras,mais rápidos
Que pensamentos tolos,automóveis reluzentes,nos quais

Gente rosada,vindo de lugar nenhum,vai a nenhum lugar.
E casas construídas para pessoas felizes,portanto vazias
Mesmo quando habitadas.
Também as casas do inferno não são todas feias
Mas a preocupação de serem lançados na rua
Consome os moradores das mansões não menos que
Os moradores do barracos.


NA GUERRA MUITAS COISAS CRESCERÃO
Ficarão maiores
As propriedades dos que possuem
E a miséria dos que não possuem
As falas do guia*
E o silêncio dos guiados.

* Führer COMO BEM SEI
Como bem sei
Os impuros viajam para o inferno
Através do céu inteiro.
São levados em carruagens transparentes:
Isto embaixo de vocês, lhe dizem
É o céu.
Eu sei que lhes dizem isso
Pois imagino
Que justamente entre eles
Há muitos que não o reconheceriam, pois eles
Precisamente
Imaginavam-no mais radiante

JAMAIS TE AMEI TANTO
Jamais te amei tanto, ma soeur
Como ao te deixar naquele pôr do sol
O bosque me engoliu, o bosque azul, ma soeur
Sobre o qual sempre ficavam as estrelas pálidas
No Oeste.
Eu ri bem pouco, não ri, ma soeur
Eu que brincava ao encontro do destino negro -
Enquanto os rostos atrás de mim lentamente
Iam desaparecendo no anoitecer do bosque azul.
Tudo foi belo nessa tarde única, ma soeur
Jamais igual, antes ou depois -
É verdade que me ficaram apenas os pássaros
Que à noite sentem fome no negro céu.

A MINHA MÃE
Quando ela acabou, foi colocada na terra
Flores nascem, borboletas esvoejam por cima...
Ela, leve, não fez pressão sobre a terra
Quanta dor foi preciso para que ficasse tão leve!


TAMBÉM O CÉU
Também o céu às vezes desmorona
E as estrelas caem sobre a terra
Esmagando-a com todos nós.
Isto pode ser amanhã.

O NASCIDO DEPOIS
Eu confesso: eu
Não tenho esperança.
Os cegos falam de uma saída. Eu Vejo.
Após os erros terem sido usados
Como última companhia, à nossa frente
Senta-se o Nada.

EPÍSTOLA SOBRE O SUICÍDIO
Matar-se
É coisa banal.
Pode-se conversar com a lavadeira sobre isso.
Discutir com um amigo os prós e os contras.
Um certo pathos, que atrai
Deve ser evitado.
Embora isto não precise absolutamente ser um dogma.
Mas melhor me parece, porém
Uma pequena mentira como de costume:
Você está cheio de trocar a roupa de cama, ou melhor
Ainda:
Sua mulher foi infiel
(Isto funciona com aqueles que ficam surpresos com essas coisas
E não é muito impressionante)
De qualquer modo
Não deve parecer
Que a pessoa dava
Importância demais a si mesmo

UM HOMEM PESSIMISTA
Um homem pessimista
É tolerante.
Ele sabe deixar a fina cortesia desmanchar-se na língua
Quando um homem não espanca uma mulher
E o sacrifício de uma mulher que prepara café para seu amado
Com pernas brancas sob a camisa -
Isto o comove.
Os remorsos de um homem que
Vendeu o amigo
Abalam-no, a ele que conhece a frieza do mundo
E como é sábio
Falar alto e convencido
No meio da noite.


SOUBE
Soube que
Nas praças dizem de mim que durmo mal
Meus inimigos, dizem, já estão assentando casa
Minhas mulheres põem seus vestidos bons
Em minha ante-sala esperam pessoas
Conhecidas como amigas dos infelizes.
Logo
Ouvirão que não como mais
Mas uso novos ternos
Mas o pior é: eu mesmo
Observo que me tornei
Mais duro com as pessoas.

QUEM NÃO SABE DE AJUDA
Como pode a voz que vem das casas
Ser a da justiça
Se os pátios estão desabrigados?
Como pode não ser um embusteiro aquele que
Ensina os famintos outras coisas
Que não a maneira de abolir a fome?
Quem não dá o pão ao faminto
Quer a violência
Quem na canoa não tem
Lugar para os que se afogam
Não tem compaixão.
Quem não sabe de ajuda
Que cale.


ACREDITE APENAS
Acredite apenas no que seus olhos vêem e seus ouvidos
Ouvem!
Também não acredite no que seus olhos vêem e seus
Ouvidos ouvem!
Saiba também que não crer algo significa algo crer!


COM CUIDADO EXAMINO
Com cuidado examino
Meu plano: ele é
Grande, ele é
Irrealizável.


OS ESPERANÇOSOS
Pelo que esperam?
Que os surdos se deixem convencer
E que os insaciáveis
Lhes devolvam algo?
Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los!
Por amizade
Os tigres convidarão
A lhes arrancarem os dentes!
É por isso que esperam!

NO SEGUNDO ANO DE MINHA FUGA
No segundo ano de minha fuga
Li em um jornal, em língua estrangeira
Que eu havia perdido minha cidadania.
Não fiquei triste nem alegre
Ao ver meu nome entre muitos outros
Bons e maus.
A sina dos que fugiam não me pareceu pior
Do que a sina dos que ficavam.


PARA LER DE MANHÃ E À NOITE
Aquele que amo
Disse-me
Que precisa de mim.
Por isso
Cuido de mim
Olho meu caminho
E receio ser morta
Por uma só gota de chuva.

DE QUE SERVE A BONDADE
1
De que serve a bondade
Se os bons são imediatamente liquidados, ou são liquidados
Aqueles para os quais eles são bons?
De que serve a liberdade
Se os livres têm que viver entre os não-livres?
De que serve a razão
Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam?
2
Em vez de serem apenas bons, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade
Ou melhor: que a torne supérflua!
Em vez de serem apenas livres, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que liberte a todos
E também o amor à liberdade
Torne supérfluo!
Em vez de serem apenas razoáveis, esforcem-se
Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo
Um mau negócio.

A Cruz de Giz
Eu sou uma criada. Eu tive um romance
Com um homem que era da SA.
Um dia, antes de ir
Ele me mostrou, sorrindo, como fazem
Para pegar os insatisfeitos.
Com um giz tirado do bolso do casaco
Ele fez uma pequena cruz na palma da mão.
Ele contou que assim, e vestido à paisana
anda pelas repartições do trabalho
Onde os empregados fazem fila e xingam
E xinga junto com eles, e fazendo isso
Em sinal de aprovação e solidariedade
Dá um tapinha nas costas do homem que xinga
E este, marcado com a cruz branca
é apanhado pela SA. Nós rimos com isso.
Andei com ele um ano, então descobri
Que ele havia retirado dinheiro
Da minha caderneta de poupança.
Havia dito que a guardaria para mim
Pois os tempos eram incertos.
Quando lhe tomei satisfações, ele jurou
Que suas intenções eram honestas. Dizendo isso
Pôs a mão em meu ombro para me acalmar.
Eu corri, aterrorizada. Em casa
Olhei minhas costas no espelho, para ver
Se não havia uma cruz branca.

As margens
Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem

General
O Vosso tanque General é um carro forte
Derruba uma floresta esmaga cem homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito:
Sabe pensar

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar.
                   



"O que não sabe é um ignorante, mas o que sabe e não diz nada é um criminoso."

     Bertolt Brecht


quarta-feira, 22 de maio de 2013

ESPAÇO SAGRADO, ESPAÇO PROFANO





 
Neide Miele*

Falar do retorno ao sagrado, no complexo e fragmentado mundo atual, mais que legítimo, é um imperativo do nosso tempo. Inúmeras verdades que mantinham a crença na racionalidade foram sacudidas por fenômenos relacionados com o sagrado. 

Após as Revoluções Industrial e Francesa, decretou-se o “crepúsculo dos deuses”. Deus foi sucedido pela máquina e a produção em série prometia o fim da fome medieval. Entretanto, as maravilhas da era industrial não se cumpriram e pouco a pouco o Deus ex machina ruiu.

Acabou o crepúsculo dos deuses 

O paradigma mecanicista fez da ciência a detentora da verdade. A segurança científica substituiu a fé, a crença e o imponderável... Porém, depois do físico alemão Albert Einstein, a ciência se deparou com a relatividade. Não há verdade absoluta! Uma verdade científica pode ser superada por outra. 

A 2a Guerra Mundial e a bomba atômica inauguraram o cibernético. A energia nuclear prometia ser barata e interminável, e os computadores emergiram como indicador social. O analfabeto, que desconhece o alfabeto, deu lugar ao analfainfo, o inábil em Informática. A Cibernética é um dos parâmetros mais importantes do mundo contemporâneo e, como tudo, pode servir ao bem ou ao mal. Internacionaliza e democratiza a informação, mas exclui quem não possui as novas tecnologias. 

Os bens são para poucos e a verdade prometida pela ciência é regida pelo “princípio da incerteza” – como diz o físico David Bohm. Essa constatação provoca a “corrida pelo ouro” e o relativismo ético. A corrupção é lei. Porém, se há um desencantamento com o mundo, há um reencantamento com o imaterial: os deuses voltaram! 

O filósofo Nietzsche, em O eterno retorno, diz que o mundo passa pela alternância da criação e da destruição, da alegria e do sofrimento, do bem e do mal. Nietzsche poderia ter razão no mundo em que viveu, hoje, porém, há o compartilhar simultâneo dos dois lados da polaridade. O bem e o mal disputam o planeta milímetro a milímetro. O mundo contemporâneo vive em guerra de conquista. Vimos o pacífico Afeganistão, invadido por tanques soviéticos, tornar-se violento. A violência foi projetada para dentro dele mesmo ao destruir seus milenares Budas, e foi projetada para fora transformando aviões de carreira em armas de guerra. Espantados, vimos o sagrado ser profanado e o religioso virar terror. Estados Unidos e Iraque, Israel e Palestina, Irlanda do Sul e do Norte nos apresentam guerras religiosas contemporâneas.  O Ocidente é despertado para os problemas religiosos quase sempre considerados apenas como econômicos e políticos. Na verdade, passamos a ver a religião como um aspecto periférico da cultura ocidental, industrial e cibernética. E, de repente, ela se manifesta em formas “bárbaras”.

O medo ou a convicção fez da religião assunto prioritário em alguns países. O Ministério da Educação francês acaba de decretar o ensino das religiões na escola. Por que essa decisão? Simplesmente porque o conhecimento fomenta a tolerância face ao outro. 

Fenômeno religioso, objeto da ciência

O fenômeno religioso é um dos quatro pilares da cultura humana. Na escola os alunos têm contato com os outros três: a Filosofia, a Arte e a Ciência. A religiosidade é um patrimônio cultural de todos os povos e, como tal, deveria ser também matéria de estudo e pesquisa. O conhecimento abre a mente, enquanto o fundamentalismo religioso promove a intolerância, dificulta o relacionamento, destrói a integração e o respeito mútuo e não admite opiniões divergentes. Ao se ter por pressuposto que a ignorância é a mãe da intolerância, a maneira mais consequente de superar a ignorância e a rivalidade é promover o conhecimento.  

O estudo científico do fenômeno religioso nasceu com as Ciências Sociais. O sociólogo Émile Durkheim escreveu o clássico As formas elementares da vida religiosa. O sociólogo e economista Max Weber escreveu A ética protestante e o espírito do capitalismo. Já o filósofo Karl Marx teria dito que “a religião é o ópio do povo”. Ter dito ou não é irrelevante, porém é inegável que o controle ideológico exercido pela religião foi objeto de estudo e da preocupação teórica de Marx.
O filósofo Ludwig Feuerbach, em A essência do cristianismo, diz que a religião é o solene desvelar dos tesouros ocultos do homem, a revelação dos seus mais íntimos pensamentos e a confissão pública dos seus segredos de amor. 
Os pioneiros do estudo das religiões se depararam com um problema: falar de religião era o mesmo que falar de Deus e, sobretudo, do ponto de vista de um Deus cristão. Entretanto, quanto mais o olhar se expandia, mais se constatava que muitas tradições religiosas tinham uma pluralidade de deuses, e tantas outras nem sequer veneravam um deus. Assim, o termo “Deus” foi substituído por “sagrado” e esse conceito ajudou as primeiras teorizações sobre o fenômeno religioso. 

Para Durkheim, o sagrado é o traço essencial dos fenômenos religiosos e se define pela oposição ao profano. Sagrado e profano seriam dois mundos contrários, em torno dos quais gravita a vida religiosa. As coisas e os seres sagrados protegeriam o indivíduo e a comunidade, enquanto os seres e as coisas profanas só entrariam em contato com os primeiros através de ritos prescritos pela crença que sustenta essa divisão do mundo. O sagrado seria um anseio de potência, de uma energia que agiria sobre o profano. 

O teólogo Rudolf Otto, na obra O sagrado, fala da dimensão da existência a que chama “mistério tremendo e fascinante”. Aborda o sagrado como categoria que denota a manifestação do numen, palavra latina que significa “vontade divina”, “atuação divina” ou “essência divina”. Dessa forma, o sagrado apresenta-se como diverso da realidade natural. Descrevendo as características desse fenômeno, Otto fala da experiência do mysterium tremendum, uma vivência fascinante perante o ser ou objeto sagrado.

O romeno Mircea Eliade, historiador das religiões, no livro O sagrado e o profano, elogia Otto e diz que seu sucesso se deve a essa nova perspectiva. Em vez de estudar termos como Deus e religião, ambos analisaram as “experiências religiosas” humanas. Porém, a maior contribuição de Eliade é a diferenciação entre sagrado e profano. Ele começa definindo o sagrado como oposto ao profano. Sagrado indica algo separado e consagrado; profano denota o que está em frente ou fora do templo. Eliade acredita que o homem entra em contato com o sagrado porque este é diferente do círculo sagrado, independentemente do espaço da manifestação. Muita profanação se faz dentro dos templos, e coisas sagradas acontecem em espaços profanos. A diferença entre sagrado e profano está na intenção do ato e não no espaço onde ocorrem. Eliade chama essa manifestação de hierofania, palavra grega que significa, literalmente, “revelação de algo sagrado”, não importa se o sagrado se manifesta na pedra, na árvore, no animal, numa imagem ou em Deus. 

O espaço sagrado é interior ao ser humano 

Para Eliade, a experiência religiosa requer não tanto a presença de divindades, mas a convicção de que é possível experimentar um princípio de unicidade. Quando o sagrado assume essa demissão, torna-se compreensível a necessidade de conferir significado a todos os atos fundamentais da vida, sejam eles a alimentação, a reprodução, a sexualidade, o trabalho ou o lazer. O sagrado não implica na crença em Deus, nos deuses ou em seres imateriais. É, para o ser humano, fonte da consciência de sua existência no mundo. O mundo sagrado é o universo das interdições, enquanto o mundo profano corresponde ao das transgressões. Nesse sentido, é um fenômeno interno que se complementa no externo. Essa bipolaridade entre o interno e o externo caracteriza um intercâmbio contínuo entre sujeito e cultura, sujeito e realidade compartilhada. 

A possibilidade de criar símbolos e ações que veiculem as concepções resultantes da experiência de vida para a realidade cultural leva o ser humano a ter uma vivência estética e transcendente. Tal experiência se caracteriza pela apreensão do próprio ser como transcendendo a sua experiência imediata e alcançando uma possibilidade de viver além do tempo e do espaço. A ambivalência do sagrado e do profano não é mais do que a expressão que caracteriza a própria polaridade humana. É a eterna luta entre o bem e o mal, não fora, mas dentro do ser humano. Em todos os níveis da existência é possível surpreender essas duas esferas e esses dois mundos.

*    Neide Miele é doutora em Sociologia e coordenadora do curso de Especialização em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba.



Miniglossário

Deus ex machina – Deus é a máquina. Expressão usada durante a Revolução Industrial para dizer que as máquinas haviam substituído a Deus, que não haveria mais necessidade dele, mas sim delas. 
Interdição – Religiões de proibição, impedimento.
Transgressão – Violar a proibição é passar por cima do impedimento.

Conheça mais


GUERRIERO, Silas. (Org.). O estudo das religiões – desafios contemporâneos. São Paulo: Editora Paulinas, 2003. (Coleção Estudos da ABHR, cód. 50300-2).

O organizador Silas Guerriero e renomados estudiosos da Associação Brasileira de História das Religiões falam do sagrado e do profano, no contexto da religião no Brasil e na escola.

CIÊNCIAS DA RELIGIÃO E "ENSINO RELIGIOSO"


Faustino Teixeira*


As Ciências da Religião, um campo disciplinar dinâmico e em processo de definição, nascido no terreno da “modernidade filosófica pós-cartesiana”, firmam-se cada vez mais no panorama acadêmico internacional e nacional. 

No Brasil, a perspectiva dominante é a multidisciplinaridade, tendo como objeto a religião. Há quem defenda o termo Ciência da Religião, para marcar sua autonomia como disciplina e indicar a necessidade de um “método unificador”. E há quem prefira dizer Ciências da Religião, enfatizando o caráter “pluridisciplinar” e a diversidade metodológica. O que se verifica é um esforço de aperfeiçoar a compreensão do fenômeno religioso em toda a sua pluralidade.

O objeto de estudo das Ciências da Religião é o fenômeno religioso em toda a sua complexidade. O debate em torno da abrangência das Ciências da Religião é hoje enriquecido com reflexões advindas da Antropologia, da Filosofia e da Fenomenologia da Religião, no sentido de buscar captar a “originalidade irredutível” do fenômeno religioso e a importância da abertura para a dinâmica da interdisciplinaridade. O estudo considera a complexidade e não descarta o específico do “religioso” presente no fenômeno, uma condição imprescindível para o seu conhecimento e a apreciação objetiva. 

Ciência da Religião fundamento do “Ensino do Religioso”

O Ensino Religioso é garantido por lei desde 1934. A Constituição de 1988 é clara, no Artigo 210, § 1o, na Seção I: “O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Também a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece, na nova redação do Artigo 33 da Lei 9.394 (1996), que: “O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”.

A diversificação religiosa e o pluralismo religioso requerem, certamente, novas bases para a reflexão do ensino da religião na escola pública. Pode-se também levantar questões sobre a pertinência de posições laicistas, que excluem a possibilidade do ensino da religião na escola pública. Por outro lado, outros modelos são apresentados, numa linha de maior respeito ao pluralismo religioso, como a proposta do Fonaper (Fórum Nacional Permanente de Ensino Religioso), por exemplo. 

O debate acerca do ensino da religião na escola pública ocorre em âmbito internacional. Na França, um país laico, defende-se o “ensino do religioso”. O modelo francês, distinto dos de outros países, como Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal, Dinamarca e Alemanha, reforça o “estudo do religioso” na escola pública, mediante uma aproximação “descritiva, factual e nocional” das religiões em sua pluralidade, sem privilégios ou exclusividades. Opta por um enfoque sensível, transversal e interdisciplinar dos fenômenos religiosos. A inserção do estudo “do religioso” não significaria romper com a tradição da laicidade francesa, mas passar de laicidade de incompetência (de desinteresse) a uma laicidade de inteligência (de conhecimento). 

O caminho apontado neste artigo busca uma perspectiva equidistante tanto do Ensino Religioso confessional como da rigidez laicista que exclui o ensino da religião da escola pública. Considerando a perspectiva das Ciências da Religião, é preciso criar condições para o “estudo do religioso” que parta da importância da religião na sociedade brasi­leira e na compreensão da própria cultura. E as Ciências da Religião possibilitam o exercício reflexivo de aperfeiçoamento da compreensão do religioso como “objeto de cultura”, ou fenômeno cultural. 

Olhar e escutar o mundo da alteridade

Dentre as contribuições das Ciências da Religião para o “ensino do religioso”, algumas merecem destaque. Em primeiro lugar, o olhar e a escuta da alteridade. Compreender o outro é uma “arte” que exige despojamento e sensibilidade hermenêutica. Do educador é exigido não só o conhecimento teórico das religiões, mas a sensibilidade face ao enigma do “outro” nelas encerrado.

A escola precisa abrir espaço para a abordagem honesta e digna do fenômeno religioso. As tradições religiosas possuem um “patrimônio espiritual”, e sua justa avaliação pressupõe conhecimento e aproximação existencial feita com uma sensibilidade capaz de superar a resistência ante as esferas particulares da experiência humana que se limita a reduzir o engajamento vivido pelo outro a meras observações exteriores e frias. Não há como compreender o contexto histórico das religiões desconectando-o da “espiritualidade” que as anima. 

É necessário criar o reconhecimento da alteridade e o respeito à sua dignidade. O estudo do fenômeno religioso deve criar uma dinâmica marcada por um profundo respeito às diversas convicções religiosas e ao “destino espiritual” de cada ser humano, evitando o proselitismo e a linguagem exclusivista, ou preconceituosa.

É importante favorecer a percepção do valor de um mundo plural e diversificado. As religiões, genuinamente diferentes, são autenticamente preciosas. A diversidade religiosa deve ser reconhecida não como limite ou fato conjuntural passageiro, e sim como traço humano irredutível e irrevogável. Assegurar o respeito à diversidade é garantir a integridade das tradições religiosas e potencializar o diálogo. 

Por fim, uma outra contribuição se refere à recuperação da força espiritual das religiões. Num tempo marcado por tantos conflitos e afirmação de tantos dogmatismos e arrogâncias, há que desentranhar forças de renovação espiritual em suas múltiplas formas de expressão. São forças espirituais que conferem à vida humana uma “fidelidade de fundo” e um “horizonte de sentido” e desvelam para as pessoas caminhos alternativos, marcados pelos valores da compaixão, da cortesia e do cuidado com todas as formas de vida.
Monumentos sagrados do século 3° a.C., sinal das culturas extintas – Sítio arqueológico de Sán Augustín, na Colômbia. Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) – Patrimônio Cultural da Humanidade.Mesquita islâmica de Bukhara, no Usbequistão. Unesco – Patrimônio Cultural da Humanidade.Pintura religiosa do século 7° - Palácio de Potala, no Tibete, antiga residência do Dalai Lama, líder mundial do budismo zen. Unesco – Patrimônio Cultural da Humanidade.


* Faustino Teixeira
Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e assessor do Iser (Instituto de Estudos da Religião) do Rio de Janeiro. Tem diversos livros publicados.


Obras do autor


A(s) ciência(s) da religião no Brasil

Coleção Religião e Cultura, cód. 9968-6
Editora Paulinas

O livro é resultado do intenso trabalho que o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), vem desenvolvendo, em parceria com pro­fessores de outras uni­versidades. Os diversos autores analisam o aspecto epistemológico (científico) desta área nova do conhecimento acadêmico, na qual o Ensino Religioso tem encontrado seu espaço. 







Nas teias da delicadeza: Itinerários místicos 

Coleção Religião e Cultura, cód. 51080-7
Editora Paulinas

Os seminários vêm se multiplicando, desde o ano 2000, o que faz da Universidade de Juiz de Fora um ponto referencial para o avanço das Ciências da Religião no Brasil. Neste novo livro, os pesquisadores apresentam um fascinante estudo comparado da mística nas grandes religiões.   






Conheça mais

BERGER, Peter. O dossel sagrado, teoria sociológica da religião. São Paulo: Editora Paulinas, 1985, p. 186.

MADURO, Otto. Religião e luta de classes. Petrópolis: Vozes, 1981, p. 46.

OLIVEIRA, Pedro Ribeiro de. Estudos de religião no Brasil: um dilema entre academia e instituições. In: SOUZA, Beatriz Muniz et. al. Sociologia da religião no Brasil, p.15.

TEIXEIRA, Faustino (Org.). A(s) ciência(s) da religião no Brasil. São Paulo: Editora Paulinas, 2001, pp. 234-239. (Coleção Religião e Cultura, cód. 9968-6).

VAZ, Henrique Cláudio de Lima. Raízes da modernidade. São Paulo: Loyola, 2002, pp. 284-285.