SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

segunda-feira, 29 de abril de 2013

NOSSA SENHORA APARECIDA


NS Aparecida.png

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Imagem de Nossa Senhora Aparecida, que apareceu para os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves em outubro de 1717.1
Nossa Senhora da Santa Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil
Instituição da festa 1980
Venerada pela Igreja Católica
Principal igreja Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Aparecida, São Paulo
Festa litúrgica 12 de outubro1
Atribuições Pesca milagrosa


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil3 , venerada na Igreja Católica.1 Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.
Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,4 capaz de abrigar até 45.000 fiéis. 


1 História

[editar]Aparição
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.5
Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba,1 6 durante uma viagem até Vila Rica.7 8
O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde.1 6 Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus.1 6 Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.8 Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, 1 6 em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça.1 6 Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem,1 6 que foi envolvida em um lenço.7 Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.2 A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações.9 Este foi o primeiro milagre atribuído à imagem.6
[editar]Início da devoção
Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar.8 10 A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da santa.8 A fama de seus supostos poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil.8 Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.8 10
Assim, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 17458 10 . A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não aprovava o local escolhido, pois considerava mais cômodo para os fiéis uma região próxima ao povoado.11
Há relatos não confirmados de que no dia 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha),8 sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.12 13
[editar]Coroa de ouro e o manto azul
Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.
[editar]Chegada dos missionários redentoristas
Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.
[editar]Coroação da imagem
A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.
[editar]Instalação da basílica
No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.
[editar]Município de Aparecida - SP
Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros, tornou-se município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.
[editar]A rainha e padroeira do Brasil
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.
Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
[editar]Rosa de Ouro
Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra Rosa, em 2007, em decorrência da sua Viagem Apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.14
[editar]Basílica de Nossa Senhora Aparecida
Houve necessidade de um local maior para os romeiros, e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova.10 O arquiteto Benedito Calixto a qual idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.10
Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus, e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.
[editar]Centenário da coroação
No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.
[editar]Descrição da imagem




A imagem, tal como se encontra no interior da Basílica.
A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado.8 Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram ,acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita.8 A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.8 Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio.8 A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.15 8
Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras.1 8 Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.8 O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.16
Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada a Pietro Maria Bardi, à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras.8 Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.8 17
[editar]Primeiros milagres

Em 1748, o padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é o município de Aparecida, quando escreveu uma crônica onde menciona a imagem de Nossa Senhora como "famosa por muitos milagres realizados". Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas.15
[editar]Milagre das velas
Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas.10 Este milagre de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.
[editar]Caem as correntes
Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre.10
[editar]Cavaleiro e a marca da ferradura
Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.10
[editar]A menina cega
Mãe e filha caminhavam às margens do Rio Paraíba do Sul (onde aconteceu a descoberta de Nossa Senhora Aparecida), quando surpreendentemente a filha, cega de nascença, comenta surpresa com a mãe: "Mãe como é linda esta igreja". Daquele momento em diante a menina passa a enxergar.10
[editar]O menino no rio
O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino.10
[editar]O homem e a onça
Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora.10
[editar]Coroa comemorativa



''''
Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil.
Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista - AJORESP, com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.
O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de setembro de 2004.
[editar]Controvérsias




Ver artigo principal: Chute na santa


Sérgio von Helde chutando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A imagem já foi, mais de uma vez, fonte de confrontos religiosos entre católicos e protestantes. Em 16 de maio de 1978, um evangélico retirou-a de seu altar na Basílica após a última missa do dia.18 Ele foi perseguido pelos guardas e por alguns fiéis e, ao ser apanhado, deixou a imagem cair no chão.18 Por ser feita de terracota e ter ficado submersa no rio Paraíba por muito tempo, sua reconstrução foi difícil, mas um grupo de artistas do MASP conseguiu colar os pedaços da imagem.1 18
No feriado de Nossa Senhora Aparecida de 1995, ocorreu o incidente conhecido como "chute na santa". O ex-bispo televangelista Sérgio von Helde, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chutou uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida num programa religioso transmitido de madrugada pela Rede Record, emissora de propriedade da IURD.19 Na noite seguinte, o Jornal Nacional da Rede Globo denunciou o incidente, causando comoção nacional. O evento foi visto por fiéis católicos como um ato de intolerância religiosa. Vários templos da IURD foram atacados e von Helde acabou sendo transferido para a África do Sul.20
Em 25 de abril de 2012, o evangélico Rafael de Araújo Teixeira deu duas marretadas na réplica da imagem localizada numa via pública de Águas Lindas de Goiás.21 Um grupo de aproximadamente cem pessoas impediu que ele desse mais marretadas na imagem; algumas delas tentaram linchá-lo e a Polícia Militar foi enviada ao local.21 O rapaz pode responder pelo crime de destruição de patrimônio público, uma vez que a imagem foi construída com recursos da prefeitura municipal.21
[editar]Referências na cultura popular

A telenovela A Padroeira, transmitida pela Rede Globo entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002, traz um retrato fictício da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida,4 contendo elementos do romance As Minas de Prata, escrito por José de Alencar em 1865 que, por sua vez, havia sido adaptado para o formato de telenovela em 1966 pela extinta Rede Excelsior.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SUÁSTICA


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




                                                                                                                                                       

A suástica ou cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas em tempos diferentes, dos índios Hopi aos Astecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial por ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica possuem detalhes gráficos bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. A nazista tem os braços, apontando para o sentido horário, ou seja, indo para a direita e roda a figura de modo a um dos braços estar no topo. Outras chamadas suásticas não têm braços e consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos Islâmicos e Malteses parecem mais hélices do que propriamente suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma. As suásticas Budistas e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo Nazista. Na China há um símbolo de orientação quádrupla, que segue os pontos cardeais; desde o ano 700 ela assume ali o significado de número dez mil. No Japão, a suástica (卍 manji) é usada para representar templos e santuários em mapas, bem como em outros países do extremo oriente.


                                                          



Difusão do símbolo

Suástica "virada à direita" - uma decorativa forma Hindu.
A imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais, sendo utilizada desde o Período Neolítico.[1] Foi também adotada por nativos americanos, em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. A Cruz Suástica também é utilizada em diversas cerimônias civis e religiosas da Índia: muitos templos indianos, casamentos, festivais e celebrações são decorados com suásticas. O símbolo foi introduzido no Sudeste Asiático por reis hindus, e remanescentes desse período subsistem de forma integral no Hinduísmo balinês até os dias atuais, além de ser um símbolo bastante comum na Indonésia.


Um tipo de veneração à suástica.
O símbolo tem uma história bastante antiga na Europa, aparecendo na cerâmica da pré-história de Troia e Chipre, mas não aparece no Egito antigo, Assíria ou Babilônia; A. H. Sayce sugere que a sua origem é hitita. No começo do século XX era largamente utilizado em muitas partes do mundo, considerado como amuleto de sorte e sucesso. Entre os nórdicos, a suástica está associada a uma Runa, Gibur, ou Gebo.
Desde que foi adotado como logotipo do Partido Nazista de Adolf Hitler a suástica passou a ser associada ao fascismo, ao racismo, à supremacia branca, à II Guerra Mundial e ao Holocausto na maior parte do Ocidente. Antes ela havia reaparecido num reconhecido trabalho arqueológico de Heinrich Schliemann, quando descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Tróia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos. Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas. O casal William Thomas e Kate Pavitt especulou que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da Atlântida.






Os nazistas utilizaram-se destas ideias, desde os primórdios dos movimentos chamados "völkisch", adotando a suástica como símbolo a "identidade ariana" - conceito este referendado por teóricos como Alfred Rosenberg, associando-a às raças nórdicas - grupos originários do norte europeu. A suástica sobrevive como símbolo dos grupos neonazistas ou como forma de alguns grupos de ativistas ofenderem seus adversários.

Etimologia e outros nomes

A palavra "suástica" deriva do sânscrito svastika (no script Devanagari - स्वस्तिक), significando felicidade, prazer e boa sorte.[1] Ela é formada do prefixo "su-" (cognata do grego ευ-), significando "bom, bem" e "-asti", uma forma abstrata para representar o verbo "ser".[1] Suasti significa, portanto, "bem-ser". O sufixo "-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)". O sufixo "-tica", independentemente do quanto foi dito, significa literalmente "marca". Desta forma na Índia um nome alternativo para "suástica" é shubhtika (literalmente, "boa marca"). A palavra tem sua primeira aparição nos clássicos épicos em sânscrito Ramayana e Mahabharata
Formas alternativas de escrita deste vocábulo sânscrito em inglês incluem "suastika" e "svastica". Formas alternativas de denominar o símbolo:
"Aranha negra" - como chamada por diversos povos da Europa Ocidental.
"Cruz torta"
"Cruz Gamada" (ou "em ganchos") - na Heráldica.

Sinonímia em outros idiomas
Alemão: hakenkreuz;
Dinamarquês: hagekors;
Neerlandês: hakenkruis;
Esperanto: hokokruco;
Estoniano: haakrist;
Finlandês: ''hakaristi;
Húngaro: horogkereszt;
Islandês: hakakross;
Italiano: croce uncinata;
Norueguês: hakekors;
Romeno: Cruce încârligată;
Sérvio: kukasti krst;
Sueco: hakkors;
Além destas, algumas outras expressões são também utilizadas, tais como:
"Roda do sol", no dialeto alemão "Sonnenrad"; "Quatro pernas", em grego; "Martelos de Thor", em associação como o mito nórdico do deus do trovão; "cruz do trovão", no lituano, etc.

Histórico

As primeiras formas similares à suástica estão conservadas em vasos cerâmicos datados de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições europeias (escrita "vinca"), e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual as religiões posteriores (hinduísmo, budismo) passaram a usar como um de seus símbolos. Vasos encontrados em Sintashta, datados de cerca de 2000 a.C. também foram decorados com o símbolo suástico (veja aqui). Símbolos semelhantes foram encontrados em objetos remanescentes das Idades do Bronze e do Ferro no norte do Cáucaso e no Azerbaijão, oriundos das culturas dos cítios e sarmácios (vide:[1]). Em todas as demais culturas, com a exceção daquelas do sul asiático, a suástica não parece apresentar alguma significação relevante, mas surge como uma forma em meio a uma série de símbolos similares em complexas variações.


Dois vasos de óleo - desenho de Schliemann em "Ilios".
Na Antiguidade, a suástica foi usada largamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Em especial, a suástica era um símbolo sacro do hinduísmo, budismo e jainismo. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, europeias, africanas e indígenas americanas - na maioria das vezes como elemento decorativo, eventualmente como símbolo religioso.

Hipóteses





Bárbara G. Walker, autora da obra The Woman's Dictionary of Symbols and Sacred Objects, defende que a cruz suástica representaria os 4 ventos. Com relação à forma em que esta surge como uma armação de 4 letras gama ( Γ ), Walker diz que são um emblema de uma antiga deusa e provavelmente representa "os solstícios e equinócios, ou as quatro direções, quatro elementos, e os quatro deuses guardiães do mundo."
A ubiquidade do símbolo suástico pode ser explicada por ser um sinal muito simples, e surge facilmente em qualquer sociedade ao redor do globo. A suástica é um desenho repetitivo, criado em diversos momentos da história, ocorrendo num ponto e difundindo-se para os demais. Outra teoria justifica esta onipresença do sinal argumentando que todas as culturas se entrelaçam, e outros argumentam com a teoria do "inconsciente coletivo" de Carl Gustav Jung.
A existência do símbolo no continente americano pode ser explicada pela teoria do entrelaçamento cultural, mas não comportaria a teoria da difusão entre culturas. Enquanto alguns pesquisadores defendem que a suástica foi transferida secretamente por uma primitiva civilização europeia para a América do Norte, a hipótese mais provável é de que o desenho teve um desenvolvimento isolado e paralelo.

Hipótese do cometa/pássaro





parte do "Atlas dos cometas da Dinastia Han" (note a suástica, à esquerda).


Uma outra explicação foi proposta pelo astrônomo Carl Sagan no seu livro “Cometa”. Sagan reproduz um antigo manuscrito chinês que exibe algumas variedades de cometas: a maioria são variações de cometas com caudas simples, mas as últimas representações apresentam o núcleo dos cometas com quatro braços curvados, lembrando a suástica. Sagan sugere que na antiguidade um cometa possa haver se aproximado bastante da Terra de forma que os jatos de gases que fluem dele, vergados pela rotação do cometa, tornaram-se visíveis – o que justificaria a representação da suástica como símbolo mundialmente existente.
Bob Kobres em Comets and the Bronze Age Collapse [2] (1992 - em inglês) , refuta esta teoria de que as representações similares à suástica da Dinastia Han sejam derivadas de cometas, mas sim eram na verdade alegorias de “pés de aves” por sua semelhança com esta parte da anatomia desses animais – e sugere que o símbolo seja a representação de um faisão, incluindo também nesta hipótese aqueles localizados pelo arqueólogo Schliemann.

Hinduísmo primitivo


Selos da civilização do Vale do Indo.

A suástica é um dos símbolos sagrados do hinduísmo há pelo menos um milênio e meio. Ela é usada ali em vários contextos: sorte, o Sol, Brahma, ou no conceito da “samsara”. O budismo particularmente teve grande penetração noutras culturas, em especial no Sudeste da Ásia, China, Coreia, Japão, Tibete e Mongólia desde fins do primeiro milênio. Supõe-se que o uso da suástica pelos fiéis “Bom” do Tibet, e de religiões sincréticas como a “Cao Daí” do Vietnã , e “Falun Gong” da China, tenha sido tomado emprestado ao budismo. Da mesma forma, a existência da suástica como símbolo do Sol entre o povo “Akan” – civilização do sudoeste da África, pode ter sido igualmente resultado da transferência cultural em virtude do tráfico escravista por volta do ano de 1500.

Adoção da Suástica no Oriente

A descoberta do grupo linguístico indo-europeu em 1790 teve um grande efeito na arqueologia, que pôde unir os povos pré-históricos da Europa com os antigos indo-arianos. Seguindo-se as descobertas de objetos contendo a suástica nas ruínas de Tróia, Heirinch Schliemann consultou dois especialista em sânscrito da época – Emile Burnouf e Max Muller. Schliemann concluiu que a suástica era um símbolo específico indo-europeu. Descobertas posteriores deste símbolo entre ruínas hititas e do antigo Irã pareceram confirmar esta teoria. A ideia foi propagada por muitos outros autores, e a suástica rapidamente tornou-se popular no mundo ocidental – aparecendo em muitos desenhos entre 1880 e os anos 20.


Colar indo-ariano, escavado em Kaluraz, Guilan (cerca de 1000 dC, Museu Nacional do Irã).
Estas descobertas e a grande popularidade do símbolo suástico levaram a um desejo de emprestar-se um significado para ele. Na Escandinávia e Alemanha, regiões onde exemplares antigos foram encontrados, o símbolo ganhou o significado de boa-sorte, tal como na tradição indo-iraniana.
O uso do símbolo no ocidente, junto às significações religiosas e culturais que lhe emprestaram, foi corrompido no começo do século XX, quando foi adotado pelo Partido Nazista. Isto ocorreu porque os nazistas declaravam que os arianos eram os antepassados do povo alemão moderno e propuseram, por causa disto, que a subordinação do mundo à Alemanha fosse algo imperativo, e até mesmo predestinado. A suástica então tornou-se um símbolo conveniente, de forma geométrica simples e ao mesmo tempo marcante, a enfatizar este mito ariano-alemão, insuflando o orgulho racial. Desde a II Guerra Mundial a maior parte do mundo ocidental tem a suástica apenas como um símbolo nazista, levando a equivocadas interpretações de seu uso no Oriente, além de confusão quanto ao seu papel sagrado e histórico em outras culturas.






Geometria e simbolismo




Suástica na proporção 5x5.
Geometricamente a suástica pode ser definida como um icoságono (polígono de 20 lados) irregular. Os “braços” têm largura variável e são frequentemente retilíneos (mas isto não é obrigatório). As proporções da suástica nazista, entretanto, eram fixas: foram fixadas numa grade 5x5.
Uma característica fixa é a rotação em 180° de simetria e não equilateral – portanto com ausência de simetria reflexiva entre as suas metades.
A suástica é, depois da cruz equilateral simples (a "cruz grega"), a versão mais difundida da cruz.
Visto como uma cruz, as quatro linhas que emanam do ponto de centro às quatro direções cardeais. A associação mais comum é com o Sol. Outra correspondência proposta é a rotação visível do céu noturno no Hemisfério Norte, ao redor da Estrela Polar.

A visão de Wilhelm Reich

O polêmico psicanalista Wilhelm Reich (ucraniano de origem germânica), em "Die Massenpsychologie des Faschismus, Frankfurt 1974, S. 102-107", faz a seguinte leitura do efeito psicológico da suástica:
O Nazismo serviu-se da simbologia para atrair sobretudo a massa de trabalhadores alemães, enganando-os com a promessa de que Hitler seria um Lênin para a Alemanha;
"sob o simbolismo da propaganda, a bandeira era o que primeiro chama a atenção (cantando:).
Nós somos o exército da suástica,
Erguemos as bandeiras vermelhas
O trabalhador alemão nós queremos
Assim trazer para a liberdade."
Usando músicas que claramente pareciam comunistas, e com a bandeira habilmente composta, passava o Nazismo um caráter revolucionário para as massas.
Reich atesta que a "teoria irracional" da superioridade racial, tinha apelos ao subconsciente, através das formas da suástica e dos contrastes oferecidos pelas cores utilizadas (vermelho, preto e branco), chegando mesmo Hitler a afirmar que esta cruz era um símbolo anti-semita, em sua origem.
E, indo mais longe, faz a leitura de que a suástica esquerda tem nítido apelo sexual:
"Se olharmos detidamente para as suásticas no lado direito, vemos que elas claramente revelam formas humanas esquematizadas. Já a suástica voltada para a esquerda, mostra um ato sexual…".
Conclui, assim, que o símbolo representou importante fator de atração para as massas, em torno de uma ideologia que considera falaciosa.




Arte e Arquitetura




Suástica num mosaico romano.
A suástica comum (卍) é um desenho de motivo muito recorrente na arquitetura e arte hindus e indianas, como ainda na arquitetura Ocidental antiga, aparecendo com frequência em mosaicos, frisos e outros elementos da antiguidade. Antigos desenhos arquitetônicos gregos estão repletos de sequências com este motivo. Estes símbolos ocidentais clássicos incluem a suástica propriamente dita, em cruz, como o "triskele" (com 3 braços - "triskelion") e ainda os de pontas arredondadas. Neste último contexto, a suástica também é conhecida por "gammadion".
Na arte chinesa, coreana, e japonesa, a suástica é achada frequentemente como parte de um padrão decorativo. Um padrão comum, chamado sayagata em japonês, inclui suásticas viradas para a esquerda e para a direita, unidas por duas linhas.
O símbolo de suástica foi bastante encontrado nas ruínas da cidade antiga de Tróia.
Na arte e arquitetura Greco-romana, como na arte românica e gótica do Oriente, suásticas isoladas são relativamente raras, e geralmente são encontradas como elemento repetitivo de bordas ou tesselas (pedras quadradas com que se lajeiam compartimentos de edifícios - espécie de mosaico). Um exemplo de tessela é a que orna o piso da Catedral de Amiens, na França. Bordas de suástica unidas também era um motivo arquitetônico comum em Roma, e pode ser visto em edifícios mais recentes como elemento neoclássico.


Igreja de Rosazza - detalhe.
O sinal da suástica é reproduzido, provavelmente como símbolo solar, na arquitetura neo-românica da Igreja paroquial de Rosazza, no Piemonte, construída em torno de1850.
O "Laguna Bridge", no Arizona, construído em 1905 pelo "Reclamation Department" (Departamento de Recuperação) dos Estados Unidos está enfeitado com uma fila de suásticas.
O artista canadense ManWoman tentou reabilitar a "pacífica suástica ".



Religião e mitologia





Hinduísmo

A Suástica é encontrada em templos hindus, símbolos, altares, quadros e na iconografia sagrada que há por toda parte. É usada em todos os casamentos hindus, nos festivais, em cerimônias variadas, nas casas e portões, em roupas e jóias, meios de transporte e até mesmo como elemento decorativo de pratos diversos, como bolos e massas.
É um dos 108 símbolos de Vishnu - e representa ali os raios do Sol, sem os quais não haveria vida.
O som Aum é também sagrado no Hinduísmo. Considera-se Aum como representativo do único tom primordial da criação. Já a Suástica é uma marca puramente geométrica, sem nenhum som que lhe esteja associado. Também é vista como indicadora das quatro direções (Norte, Leste, Sul e Oeste), neste caso simbolizando estabilidade e solidez. Já o seu uso como símbolo do Sol pode ser visto primeiro como uma representação de Surya - o deus hindu do Sol.
Para o Hinduismo, os dois símbolos representam as duas formas do deus criador, Brahma: voltada para a direita, a cruz representa a evolução do Universo (ou Pravritti); para a esquerda, simboliza a involução do Universo (Nivritti). Também pode ser interpretado como representando as quatro direções (Norte, Leste, Sul e Oeste), com significado de estabilidade e solidez.
Usada como símbolo do Sol, pode ser interpretada primeiro como representação de Surya, o deus hindu do Sol.
A Suástica é considerada extremamente santa e auspiciosa por todos os hindus, e seu uso decorativo está presente em todos os tipos de artigos relativos à sua cultura.
No interior do subcontinente indiano pode ser visto nas laterais de templos, desenhada em inscrições dos túmulos, em muitos desenhos religiosos.
O deus Ganesh muitas vezes é feito sentado sobre uma flor de lótus, numa cama de suásticas.
Já entre os hindus de Bengala (e atual Bangladesh), é comum ver-se o nome da Suástica ser aplicado a um desenho ligeiramente diferente, mas com a mesma significação da suástica comum, e da mesma forma usada como sinal auspicioso. Este símbolo se parece um tanto com a figura de um ser humano, e é um nome bastante comum entre os bengali, a tal ponto que uma importante revista de Calcutá é "Suástica". A figura ali usada, entretanto, não tem uso muito comum, na Índia.



Budismo





Suástica em um templo budista da Coreia.
O Budismo foi fundado por um príncipe hindu e as duas formas da suástica são uma herança dessa cultura. O símbolo foi incorporado desde a Dinastia Liao nos ideogramas chineses, com o sinal representativo 萬 ou 万 (wan, em chinês; man, em japonês; van, em vietnamita), significando algo como "um grande número", "multiplicidade", "grande felicidade" ou "longevidade",[1] mas o desenho 卐 (suástica virada à direita) é raramente usado. A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas. As suásticas (qualquer das duas variantes) costumam ser desenhadas no peito de muitas esculturas de Buda, e frequentemente aparecem ao pé da estatuária de Buda.
Em razão da associação da suástica voltada para a direita com o nazismo após a segunda metade do século XX, a suástica budista fora da Índia tem sido utilizada apenas na sua forma 卍 (virada para a esquerda).
Esta forma da suástica é comum também nas caixas de comida chinesa indicando que a comida é vegetariana e pode ser comida por budistas de princípios mais rígidos. Também é bordada com frequência nos colarinhos das blusas das crianças chinesas, para os proteger de maus espíritos.








Mapas do metrô de Taipei, onde a suástica-esquerda representa os templos, junto à cruz que indica igrejas cristãs.
Em 1922 o movimento sincrético chinês "Daoyuan" fundou uma associação filantrópica denominada "Sociedade da Suástica Vermelha", copiando a ocidental Cruz Vermelha, que foi bastante atuante na China, durante as décadas de 1920 e 30.
A suástica usada na arte e escultura budistas é conhecida dentro da língua japonesa como "manji" (que, literalmente, pode ser traduzido como: caractere chinês para eternidade - 万字), e representa o Dharma, a harmonia universal, o equilíbrio dos opostos. O símbolo virado à esquerda representa amor e piedade; voltado para a direita é força e inteligência.

Jainismo

O Jainismo dá mais ênfase à suástica que o Hinduísmo. É um símbolo do progresso humano,[1] e representa o sétimo Jina (Santo), o Tirthankara Suparsva. É considerada uma das 24 marcas auspiciosas, emblema do sétimo arhat dos tempos atuais. Todos os templos do Jain, assim como seus livros santos, contêm a suástica. Suas cerimônias começam e terminam com o desenho da suástica feito várias vezes em volta do altar.
Os adeptos também usam o arroz para desenhar a suástica (também conhecida por "Sathiyo" no estado indiano de Gujarat) diante dos ídolos nos templos. Os Jains colocam uma oferenda sobre esta suástica - geralmente uma fruta, um doce (mithai), uma fruta em passa ou ainda uma moeda ou cédula de dinheiro.

Zoroastrismo

Em Surakhany (a 15 km. de Baku, no Azerbaijão) existe um Ateshgah ou "Templo do Fogo", supostamente construído por volta do século VI a.C. por adoradores de Zoroastro, sobre uma fonte de gás natural (atualmente exaurida), onde ficava uma "chama eterna", que ardia noite e dia. Este templo foi também um santuário para os Parsis (adeptos de Zoroastro na Índia) e para os peregrinos hindus e sikhs. O pavilhão, quadrangular, possui inscrições em sânscrito e gravações com uma suástica.

Religiões abrâmicas

A suástica não era usada pelos adeptos das religiões Abrâmicas. Onde aparece não tem nenhum simbolismo religioso e sim meramente decorativo - eventualmente podendo ser um sinal de boa sorte. Um claro exemplo é o chão da sinagoga de Ein Gedi, construída durante a ocupação da Judeia pelo Império Romano, que era ornado com a suástica.
Algumas igrejas cristãs no período românico e gótico estavam enfeitadas com suásticas, sobretudo as do início do período românico. Suásticas são o principal motivo de um mosaico na igreja de Santa Sofia, em Kiev (Ucrânia), erguida no século XII. Também aparece como ornamento na Basílica de Santo Ambrósio em Milão. Deste período é a Catedral de Nossa Senhora, em Amiens - acima citada - que foi erguida sobre um local de práticas pagãs, algo que, entretanto, nenhuma relação possui com o símbolo.
A mesquita islã "Sexta-feira" de Isfahan (Irã), e a Mesquita de Taynal em Trípoli (Líbano) possuem ambas motivos com a suástica.

Outras tradições asiáticas

Algumas fontes indicam que a imperatriz chinesa Wu (武則天) da dinastia Tang (684-704), decretou que a suástica seria usada como um símbolo alternativo para representar o sol. Como parte da lista de caracteres do idioma chinês (mandarim), a suástica 卍 tem seu código (Unicode) U+534D (e a pronúncia segue o caractere 萬 chinês, no cantonês, man; no mandarim, wan) para a suástica voltada para a esquerda, e U+5350 卐 para a suástica virada à direita.
O mandarim Wan é um homófono para o número 10 mil, que é usado para representar o todo da criação, no Tao Te Ching, o livro basilar do taoísmo.
No Japão, a suástica é chamada manji. Desde a Idade Média é usado como um Mon - ou "brasão de armas" de algumas famílias. Na simbologia japonesa a suástica virada à esquerda e horizontal ou manji é usada para indicar o local de um templo budista. A suástica à direita é chamada de gyaku manji (逆卍 - literalmente, manji invertido), e também é chamada de kagi jūji, significando, literalmente, "cruz em gancho".


Tapeceria dos Navajos, com suásticas nas duas direções.
A suástica esquerda budista também aparece no emblema do Falun Gong. Isto acabou gerando problemas para os seguidores da prática, particularmente na Alemanha, onde a polícia chegou a confiscar várias bandeiras que traziam o emblema. Uma decisão judicial posterior permitiu aos seguidores alemães do Falun Gong continuarem com o uso do símbolo.






Tradições dos nativos americanos
O formato da suástica foi usado por alguns dos povos americanos. Foi encontrado em escavações junto ao rio Mississipi, como no vale do rio Ohio, e era usada por muitas tribos norte-americanas, com destaque pelos Navajos. Em cada tribo a suástica possuía uma significação distinta. Para o povo Hopi representava os clãs nômades; para os Navajos, era o símbolo usado para representar um tronco girando - imagem sagrada que evocava uma lenda usada nos rituais curativos.


bandeira de Kuna Yala.
A forma da suástica é um símbolo bastante antigo na cultura Kuna, de Kuna Yala, no Panamá. Para eles a imagem lembra o polvo que criou o mundo: seus tentáculos, voltados para os quatro pontos cardeais, deram origem ao arco-íris, ao sol, à lua e às estrelas.
Em fevereiro de 1925 os Kuna se revoltaram contra a supressão de sua cultura, pelo governo panamenho, e em 1930 conquistaram autonomia. A bandeira oficial do estado exibe a suástica, com formas e cores que variaram ao longo dos tempos: as faixas antes da cor laranja eram vermelhas, e em 1942 um círculo (representando o tradicional anel de nariz dos Kunas) foi acrescentado para diferenciá-la ainda mais do símbolo do partido nazista


                                              


A Europa pré-cristã




brasão inglês com a fylfot.
A suástica, também chamada de "cruz fylfot", um símbolo usado em moedas do século XIX como referência a uma cunha usada como calço nas janelas das igrejas medievais, aparece como ornamento em muitos artefatos pré-cristãos, tanto com as pontas viradas para a esquerda como para a direita. Motivos similares, dentro de círculos ou formas arredondadas, foram também interpretados como formas da suástica.
Na Grécia Antiga a deusa Atena era por vezes retratada num roupão ornado por suásticas.
Uma inscrição no alfabeto ogâmico numa pedra foi encontrada em Condado de Kerry, na localidade de Anglish, que fora modificada para uso num túmulo de um cristão primitivo - e estava ornada com duas suásticas e uma Cruz Pátea. Em restos de cerimônia fúnebre pré-cristã, em Sutton Hoo, Inglaterra, foram achadas xícaras de ouro e adornos com a suástica.


A antiga cruz do sol escandinava.
O símbolo nórdico denominado cruz do Sol ou roda do Sol, forma habitualmente interpretada como uma variante da suástica, aparece frequentemente na arte antiga deste povo europeu. Também foram encontradas formas semelhantes em artefatos alemães antigos (período nômade), como uma ponta de lança encontrada em Brest-Litovsk, Rússia, ou a pedra de Snoldelev, em Ramsø, Dinamarca.





As religiões neo-pagãs Asatru e Heathenry germânicas a forma da suástica é frequentemente usada como símbolo religioso. Seus adeptos argumentam que o uso não possui qualquer implicação política que o símbolo ganhou com a ideologia nazista, lembrando as origens pré-cristãs do símbolo.
A suástica estava também presente na mitologia eslava pré-cristã. Era dedicada ao deus do Sol, chamado Svarog, e tinha o nome de Kolovrat (em polonês: kolowrót). Na República Polonesa o símbolo da suástica era popular entre os nobres. As crônicas registram que o príncipe Oleg, varangiano (um dos povos escandinavos), que no século IX junto aos seus guerreiros vikings russos conquistaram Constantinopla, havia inscrito uma suástica vermelha nos portões daquela cidade. Várias das casas nobres da Polônia, como por exemplo Boreyko, Borzym, e Radziechowski da Rutênia ostentavam suásticas em seus brasões. As famílias alcançaram a nobreza entre os séculos XIV e XV, e a cruz suástica pode ser vista em muitos livros de heráldica então produzidos.
O Museu do Vaticano contém várias amostas de cerâmica etrusca com a suástica representada.

A medieval Liga da Corte Sagrada

Walker (em A Woman's Dictionary of Symbols and Sacred Objects) informa que a suástica duplicada era associada com as Cortes Vêmicas da Idade Média, uma seita secreta fundada para perseguir os hereges e judeus, antes de ficar associada à Inquisição. Esses tribunais, segundo ela diz, continuaram como sociedades ocultas para a prática da justiça sumária e do anti-semitismo, até o século XIX, quando foi sucedida pelo Partido Nazista, cujos associados teriam substituído a suástica dupla pela única.


Teosofia




Brasão da Sociedade Teosófica.
Baseada nos ensinamentos de Helena Petrovna Blavatski e seguidores como o Rev. Charles Webster Leadbeater, no corpo doutrinário denominado Teosofia, a Sociedade Teosófica, fundada na segunda metade do Século XIX, trazia a suástica no topo do seu emblema, marcando desta forma sua influência no hinduísmo e outras ideias orientais.
O mais curioso deste selo (criado em 1875), é que a suástica encontra-se acima da Estrela de Davi, símbolo associado ao judaísmo.


Seicho-No-Ie




emblema da Seicho-No-Ie.
A doutrina-filosófica sincrética Seicho-No-Ie, fundada na primeira metade do século XX pelo japonês Masaharu Taniguchi, trouxe a suástica como um dos seus símbolos. A suástica ali utilizada está mais para a Cruz do Sol nórdica que para o símbolo budista.
[editar]Início do Século XX


Reino Unido





Logo de uma edição em 1911 de Rudyard Kipling.
O autor britânico Rudyard Kipling, fortemente influenciado pela cultura indiana, tinha a suástica como o seu sinal pessoal inscrito no frontispício de seus livros até que a ascensão do Nazismo tornou isto inapropriado. Na sua obra “Just So Stories”, a história “The Crab That Played With The Sea” tinha uma ilustração de página inteira, elaborada pelo autor, chamada de “marca mágica”, que era uma suástica. Algumas edições posteriores suprimiram a marca, mas não a sua referência, de forma que os leitores ficaram desejosos por saber qual era a tal “marca”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a suástica era usada como o emblema do “British National War Savings Committee”.
A suástica também foi utilizada como um símbolo pelos Escoteiros do Reino Unido, e dali em todo o mundo. De acordo com o "Johnny" Walker, os primeiros Escoteiros a utilizaram em 1911. Robert Baden-Powell, Primeiro Barão Baden-Powell, acrescentou em 1922 uma flor de lis à suástica, na Medalha do Mérito Explorador, como sinal de sorte ao seu vencedor. Assim como Kipling, teria sofrido influência da cultura indiana.
Na página 63 do livro Guia do Escoteiro escrito em 1925 por Benjamin Sodré a cruz suástica ou "roda de fogo" representava o sol em movimento. Também afirmava que Robert Baden-Powell a apresentava como significando as quatro partes do mundo e que em todas as partes os escoteiros deveriam viver em fraternidade. Em nota no prefácio do livro reeditado em 1994, o sr. Carlos Borba, presidente da CCME informa que nas reedições posteriores foram retiradas as informações sobre a suástica.
Durante 1934 muitos jovens escoteiros pediram para que o desenho fosse mudado em razão do uso da suástica pelos nazistas. Uma nova Medalha de Mérito britânica foi emitida, em 1935.
Finlândia
Na Finlândia a suástica era usada como uma marca nacional e oficial do Exército Finlandês entre 1918 e 1944, e também pela Força Aérea daquele país por algum tempo.
A suástica ali também foi utilizada pela organização Lotta Svärd. A suástica azul era um símbolo de boa sorte usado pela família sueca do Conde Eric von Rosen, que doou o primeiro aeroplano para a Finlândia para a “Guarda Branca” durante a guerra civil daquele país. Não havia qualquer conexão oficial com o Partido Nazista, mas representava a “Cruz da Liberdade”, uma antiga ordem finlandesa. Esta posição, contudo, permanece contraditória para alguns autores, uma vez que Rosen foi um dos fundadores do Nationalsocialistiska Blocket – a versão nazi sueca de partido político. Posteriormente Rosen ganhou uma maior e íntima ligação com a Alemanha nazista com o casamento de Hermann Göring com Karin Kantzow, que era irmã de sua esposa.
A suástica aparecia em muitas medalhas e condecorações finlandesas. Isto se deu sobretudo durante a Primeira Guerra Mundial. A “Cruz de Mannerheim” era a equivalente finlandesa para a Cruz da Vitória ou Victoria Cross, a Croix de guerre ou a Medal of Honor.
Islândia
A companhia islandesa Icelandic Steamship Company, fundada em 1914, usava a suástica em seu logotipo.
Irlanda
In Dublin, Irlanda, uma lavanderia chamava-se "Swastika Laundry", e existiu por muitos anos em Ballsbridge, ao sul da cidade. A companhia possuía uma frota de furgões vermelhos para entrega rápida, com uma suástica preta pintada sobre um fundo branco. A empresa foi fundada no começo do século XX e existiu até o final deste. O outdoor da lavanderia destacava-se no alto da lavanderia, e era visível das ruas próximas. Conta-se que o físico Erwin Schrodinger, exilando-se na Irlanda depois de fugir do regime nazista, quase foi assassinado pouco antes de um destes furgões cruzar a rua, e logo acreditou que a tentativa fora patrocinada pelo Terceiro Reich. O nome e o logotipo desapareceram quando a lavanderia foi incorporada a outra empresa maior - a companhia Spring Grove.
Letônia
Também na Letônia a suástica (ali chamada de "Cruz do Trovão" ou "Cruz de Fogo") era usada como uma marca da Força Aérea, entre 1918 e 1934, como também foi a insígnia de algumas unidades militares. Também foi usada pelo movimento fascista do país (chamado de Perkonkrusts - ou "Cruz do Trovão", no idioma local), e ainda por outras organizações apolíticas.
Na Letônia, a suástica voltada para a esquerda (ou Cruz do Trovão) remonta à Idade do Bronze. É encontrada insculpida em pedras, armas e cerâmicas, como um sinal protetor.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos a suática foi muito utilizada antes do nazismo. Além da Sociedade Teosófica, fundada em Nova York, e das tribos nativas, como os Navajos, até a década de 1930 a suástica era frequente no Sudoeste americano em suvenires, como mantas, medalhinhas e outras lembranças.
As estradas estaduais do Arizona, até 1940 tinham suas placas com uma suástica superposta ao sinal de trânsito (Arizona Roads - em inglês)
Em 1907, o "Palácio do Milho" (Corn Palace), em Mitchell (Dakota do Sul), tinha uma suástica desenhada em uma de suas torres. Neste mesmo estado norte-americano, em Rapid City, havia suásticas ornamentando o salão de recepção do Alex-Johnson Hotel. Esta decoração era uma homenagem à cultura dos índios locais. Quando o lobby foi remodelado, esses símbolos desapareceram.
O foyer da "Central High School" de Pueblo, Colorado, tinha seu chão de azulejos decorado com a suástica virada à direita. Esta escola foi construída em 1906.





Insígnia do 45th Infantry.

A 45ª Divisão de Infantaria do Exército norte-americano usava uma suástica amarela sobre fundo vermelho como símbolo da unidade até os anos 30, como referência ao Pássaro-trovão da mitologia (Thunderbird).
Em 1925 a Coca-Cola fez um brinde que era um "relógio da sorte" com o formato da suástica, onde se lia o slogan: "Beba Coca-Cola, cinco centavos em garrafas" ("Drink Coca Cola five cents in bottles").
A HPER (Health, Physical Education and Recreation Building), da Universidade de Indiana, contém revestimentos decorativos inspirados em desenhos dos nativos americanos, com a suástica. Foi feito na década de 1920, antes do partido Nazista chegar ao poder na Alemanha. Nos últimos tempos os motivos da suástica da HPER, junto aos murais do pintor Thomas Hart Benton (estes no Woodburn Hall, próximos daquele) causaram bastante polêmica no campus.
A base da Marinha Americana, em Coronado, Califórnia, é construída no formado de uma suástica. ([3] Mapa no Google). Esta base naval foi construída antes da Segunda Guerra Mundial.
Logo após a II Guerra, vários povos indígenas norte-americanos (como as tribos Navajo, Apache, Tohono O'odham e Hopi), publicaram um decreto declarando que não mais usariam a suástica em sua arte. Isto porque a suástica passou a simbolizar o mal, entre eles. O decreto, assinado por representantes dessas tribos, dizia:
"Porque o antigo sinal, que foi um símbolo de amizade entre nossos antepassados durante muitos séculos, foi recentemente profanado por outra nação de homens."
"Fica então resolvido que desta data por diante e para sempre nossas tribos renunciam ao uso do emblema, hoje geralmente conhecido por suástica ou fylfot, em nossas mantas, cestos, objetos artísticos, pintura corporal e vestimentas".

Canadá
Suástica é o nome de uma pequena comunidade do norte de Ontário, no Canadá, situada a aproximadamente 580 quilômetros ao norte de Toronto, e 5 quilômetros de Kirkland Lake, cidade à qual pertence. A vila de Suástica foi fundada em 1906. Ouro foi descoberto perto dali e a Swastika Mining Company foi formada em 1908. O governo de Ontário tentou mudar o nome da cidade durante II Guerra Mundial, mas a população resistiu.
Em Windsor (Nova Scotia), havia entre 1905 e 1916 um time de hóquei no gelo que se chamava "The Swastikas", e seu uniforme característico tinha este símbolo estampado. Outros times com este nome existiram em Edmonton (Alberta), por volta de 1916, e outro em Fernie (na Colúmbia Britânica), por volta de 1922.

Polônia
Brasão de armas dos Boreyko.
Na Polônia, desde o começo da Idade Média que a suástica era parte integrante da nobreza muito utilizada nas terras eslavas. Conhecida por "swazyca", era especialmente associada com um dos deuses eslavos, chamado Swarog.
Este significado, com o tempo, foi desaparecendo, mas permaneceu associado como sinal individual de várias personalidades, a exemplo do Brasão dos Boreyko, e ainda na região de Podhale, onde era usado como talismã, até o século XX. Como um símbolo do Sol, era pintado ou esculpido no interior das casas nas Montanhas de Tatra, sob a crença de que protegia a moradia contra o mal.







A cruz montesa, usada pela 21ª e 22ª Divisões de Infantaria.
O antigo símbolo que era usado pelas sociedades chamadas Góral, foram depois adotadas pelas unidades montanhesas da infantaria polonesa, nos anos 20. Era uma insígnia de Regimento das unidades polacas de artilharia, da 21ª Divisão de Infantaria, da 22ª, e ainda pelos soldados da 4ª Divisão de Infantaria, do 2º e 4º Regimentos. Um distintivo com uma suástica sobre fundo azul era o emblema da Liga de Defesa Aérea e Antigás (LOPP, em polonês) entre 1928 e 1939, e que em 1937 chegou a possuir cerca de um milhão e meio de associados.




Fora do uso militar, a suástica montesa influenciou ainda outros símbolos e logotipos utilizados em terras polonesas. Dentre estes estava o logotipo da companhia editora IGNIS (de 1822), o símbolo pessoal de Mieczyslaw Karlowicz (Mieczysław Karłowicz, no polonês), notável compositor e amante das montanhas Tatras. Sua morte trágica nas montanhas, em 1909 fez com que o lugar do óbito fosse assinalado com uma pedra comemorativa e uma suástica. Finalmente, també era um símbolo usado como marca pessoal e ex libris por Walery Eliasz-Radzikowski, escritor polonês que também foi influenciado pela cultura montanhesa do país, e tinha a suástica marcando o frontispício de todos os seus livros e cartas.



Rússia


primeira logomarca da ASEA.



O Governo Provisório russo de 1917 imprimiu muitas cédulas novas com o desenho da suástica voltada à direita, diagonalmente girada em seus eixos. Alguns autores chegaram a sugerir que esta pode ter sido a fonte de inspiração de que se serviram os nazistas para o seu símbolo, considerando que Alfred Rosenberg se encontrava na Rússia, naquele período.

Suécia
A companhia sueca ASEA, agora parte da Asea Brown Boveri, usava a suástica em sua marca, desde a década de 1890 até 1933, quando esta foi removida do logotipo.


Bandeira da Espanha Nacionalista durante a Guerra Civil Espanhola.


Espanha





                                                  

Os nacionalistas eram chamados de nazistas pelos republicanos, enquanto os republicanos eram chamados de comunistas pelos nacionalistas.


O Nazismo

Obs: Vermelho, branco, e preto - usadas por Hitler - já eram as cores da bandeira do velho Império alemão.

Suástica e pureza racial






Soldados americanos recolhem uma bandeira nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.
O uso da suástica era associado pelos teóricos nazistas à sua hipótese da descendência cultural ariana dos alemães. Seguindo a teoria da invasão ariana da Índia, reivindicavam os nazis que os primeiros arianos naquele país introduziram o símbolo, que foi incorporado nas tradições védicas, sendo a suástica o símbolo protótipo dos invasores brancos. Também acreditavam que o sistema de castas hindu tinha sido um meio criado para se evitar a mistura racial.
O conceito de pureza racial, adotado como central na ideologia Nazista, não utilizou nenhum dos métodos modernamente aceitos como científicos. Para Alfred Rosenberg, que procurou emprestar cientificidade às ideias de Hitler, os arianos hindus eram, a um mesmo tempo, modelo a ser copiado e uma advertência para dos perigos da "confusão" espiritual e racial que, dizia, ocorrera pela proximidade das raças distintas.
Com isto, viram-se os nazistas justificados em cooptar a suástica como um símbolo da raça ariana. O uso da suástica seria um símbolo ariano, tempos antes dos escritos de Émile-Louis Burnouf. Assim como muitos outros escritores nazis, o poeta nacionalista Guido von Listam fez acreditar que este era um símbolo exclusivamente ariano.
Quando Hitler criou a bandeira para o Partido, procurou incorporar a suástica e ainda "essas cores veneráveis que expressam nossa homenagem ao passado glorioso que tantas honras trouxe à nação alemã" (que eram o vermelho, preto e branco).
Também declarou Hitler que "o vermelho expressa o pensamento social que está sob o movimento. Branco, o pensamento nacionalista. E a suástica significa a missão a nós reservada: a luta pela vitória da raça humana ariana, e ao mesmo tempo o triunfo do ideal de trabalho criativo em si inerente, que será sempre anti-semítico." ( Mein Kampf ).
[editar]Nacionalismo - a suástica na bandeira alemã
Na realidade, a suástica já tinha seu uso como símbolo dos völkisch - movimentos nacionalistas alemães. Na obra "Deutschland Erwache" (ISBN 0-912138-69-6) Ulric da Inglaterra (sic), assim afirma:
…o que inspirou Hitler para usar a suástica como símbolo da NSDAP já era usado pela Sociedade Thule (em alemão: Thule-Gesellschaft) considerando-se que havia muitas ligações desta com o DAP (Partido dos Trabalhadores) (…) de 1919 até o verão de 1921 Hitler usou a biblioteca Nationalsozialistische especial do Dr. Friedrich Krohn, um sócio muito ativo da Thule-Gesellschaft (…) Dr. Krohn também era dentista de Sternberg, que foi nomeado por Hitler para desenhar uma bandeira semelhante aquela que Hitler projetara em 1920 (…) durante o verão de 1920 a primeira bandeira do partido foi apresentada no Lago Tegernsee (…) sua fabricação foi caseira (…) não foram preservadas as primeiras bandeiras, e a bandeira do Ortsgruppe München foi então considerada como a primeira bandeira do Partido.

José Manuel Erbez diz:
A primeira vez que a suástica foi usada com um significado "ariano" foi em 25 de dezembro de 1907, quando os auto-denominados Ordem dos Novos Templários, uma sociedade secreta fundada por Adolf Joseph von de Lanz Liebenfels, içou no Castelo de Verfenstein (na Áustria), uma bandeira amarela com uma suástica e quatro flores-de-lis.

Mas o fato era que Liebenfels estava utilizando-se de um símbolo já usual.
Em 14 de março de 1933, logo após o compromisso de Hitler como Chanceler de Alemanha, a bandeira de NSDAP foi içada ao lado das cores nacionais de Alemanha. Foi adotado como a bandeira nacional exclusiva no dia 15 de setembro de 1935.
A suástica foi usada nos distintivos e bandeiras ao longo a Alemanha Nazista, especialmente pelo governo e pelo exército, mas teve seu uso por outras organizações "populares", como o Reichsbund Deutsche Jägerschaft.
As variantes do uso da suástica pelos Nazistas:
Suástica preta, com giro de 45º, sobre disco branco - símbolo do NSDAP e bandeiras nacionais;
Suástica preta, com giro de 45º, sobre um quadrado branco (exemplo, a Juventude Hitlerista)
Suástica preta, com giro de 45º, sobre fundo branco, pintada na cauda das aeronaves da Luftwaffe;
Suástica preta, com giro de 45º, sobre desenho de linhas brancas e pretas finas contornando um círculo branco (exemplo, a bandeira pessoal de Hitler, onde uma grinalda de ouro cerca o símbolo)
Suástica de braços externos curvos, formando um círculo interrompido, como a usada pela Divisão Nórdica das SS.


A suástica no Ocidente atual

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O uso da suástica por Hitler e pelo Partido Nazista e, na atualidade, por neonazistas e outros grupos preconceituosos, para a maioria das pessoas do Ocidente a suástica é um símbolo associado às ideias e atos destes (O Nazismo e a supremacia branca). Por conseguinte, seu uso tornou-se um tabu em muitos países ocidentais.

Na Alemanha de pós-guerra, por exemplo, o Código Penal (Strafgesetzbuch) tornou criminosa a exibição da suástica e outros símbolos nazistas - com exceção dos fins educacionais e com fins de demonstrar oposição ao nazismo (por exemplo, uma suástica quebrada, cruzada, etc.). Este código não deixa claro, entretanto, se fica também proibida a construção de templos budistas ou jainistas no país (estes últimos sempre possuem uma suástica na sua fachada, e seu ritual implica na criação de sete suásticas com grãos de arroz em torno do altar, durante as orações).
Na Finlândia algumas unidades militares ainda usam a suástica. Em 1944 a Força Aérea mudou o seu emblema principal, mas continuou a utilizar a suástica noutro lugar. Em 1963 a "Grã Cruz" da Ordem da Rosa Branca mudou o seu emblema. Mais recentemente (25 de outubro de 2005) um emblema oficial com a suástica foi adotado pela Força Aérea.
Na Austrália, país que recebeu muitos refugiados durante a guerra, o símbolo é legalmente considerado "racista".
Em protestos contra a invasão do Iraque muitos ativistas usaram a suástica em associação a George W. Bush. O símbolo nazista também foi usado por alguns músicos para expressar sua discordância com a política do presidente norte-americano (algo que provocou certa controvérsia, no meio artístico).
Fundado nos anos 70 o Raëlismo — uma seita religiosa que acredita na possibilidade da imortalidade do corpo através do progresso científico — usa um símbolo que foi objeto de considerável controvérsia: a Estrela de David e a suástica entrelaçadas. Em 1991 o símbolo foi modificado, removendo-se a suástica, evitando-se assim a reprovação pública.
A "Society for Creative Anachronism" (Sociedade para o Anacronismo Criativo), que visa o estudo e diversão segundo a Idade Média e o Renascimento, impõem restrições para o uso da suástica em suas filiais - embora algumas delas mais modernas usem o símbolo.
Em 2002 a China exportou para o Canadá alguns brinquedos (como um panda gigante) em que a suástica aparecia, o que provocou muitas reclamações naquele país. Antes, em 1995 a cidade norte-americana de Glendale, na Califórnia, teve de cobrir mais de 900 postes de iluminação, marcados com a suástica - embora estes tenham sido fabricados por uma companhia norte-americana antes dos anos 20, e nada tivessem a ver com o nazismo.

Na Índia, após a sua independência, a variação circular (semelhante à Cruz do Sol nórdica - que se vê na imagem ao lado) as cédulas eleitorais foram timbradas com este símbolo que, desde então, está associado aos pleitos eleitorais.


Vikingsuncross.png

Brasil


No Brasil, o uso da suástica para fins nazistas constitui crime, de acordo com a lei 9.459, de 1997, como dispõe o parágrafo primeiro do seu artigo 20:
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.


sexta-feira, 29 de março de 2013

1 CORÍNTIOS 15








"SEMEIA-SE CORPO ANIMAL, RESSUSCITARÁ CORPO ESPIRITUAL" (1Cor 15,44).