" CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ "

terça-feira, 25 de junho de 2013

CORPUS CHRISTI











Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo1 ) é uma festa católica. É um evento baseado em tradições católicas. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma "Festa de Guarda", isto é, para os católicos, é obrigatório participar da Santa Missa neste dia, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respectivo.




                                                                     




A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que, nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o bispo (cânone 395).
Índice.

História






Procissão de Corpus Christi em Moosburgo, na Alemanha, em 2005
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a bula Transiturus de hoc mundo de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, recebeu o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Por solicitação do papa Urbano IV, que, na época, governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus de hoc mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
Para um maior esplendor da solenidade, desejava Urbano IV um Ofício para ser cantado durante a celebração. O Ofício escolhido foi composto por São Tomás de Aquino, cujo título era Lauda Sion (Louva Sião). Este cântico permanece até a atualidade nas celebrações de Corpus Christi.2
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia, na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Segundo Santo Agostinho, é um memorial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.


A Festa no Brasil






Procissão de Corpus Christi, durante a pausa para o Tantum Ergo em latim, em Pirenópolis, em Goiás, no Brasil
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras, é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas "cidades históricas", que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, em Goiás, no Brasil, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi. Também enfeitam-se cinco altares para a adoração do Santíssimo Sacramento e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum. Esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, no Brasil, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos.
O município de Matão, em São Paulo, no Brasil, é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, dolomitas, serragem e flores que formam uma cruz que se estende por 12 quarteirões no centro da cidade onde passa a procissão da eucaristia, um espetáculo que reúne fé, tradição, arte e beleza. No ano de 2011, Matão realizou a 63ª edição do Corpus Christi, onde mais de 70 toneladas de materiais foram usados para compor os desenhos. A expectativa dos organizadores é que o evento atrairia um público total de 80 mil pessoas. A praça de alimentação do evento fica por conta das entidades filantrópicas da cidade.
A cidade de Mariana, em Minas Gerais, no Brasil, comemora a festa de Corpus Christ'i' enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas.
As cidades paulistas de Jaguariúna,Monte Mor, Santo André, Santana de Parnaíba, São Joaquim da Barra, além da baiana Jacobina, também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas - tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo.
Em Caieiras, a juventude da cidade promove, com sua criatividade, tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antônio até a Igreja de São Francisco de Assis, num trabalho que dura doze horas e que é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Em Porto Ferreira, a festa tem como finalidade a partilha, em comunhão com as três paróquias da cidade. Arrecadam-se alimentos que integram os enfeites nas ruas por onde o Santíssimo Sacramento passa e, após a solenidade, são doados a famílias que são assistidas por pastorais, como a Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde. Esta iniciativa é realizada desde 2008.
Em Borborema, em São Paulo, no Brasil, as ruas são decoradas com enxovais, bordados e artesanatos, produzidos pelas mais de 50 lojas e fábricas da cidade. Após a procissão, tudo é vendido e a renda revertida ao Lar de Idosos São Sebastião.
Em Portugal

Em Portugal este dia é feriado e em todas as 20 dioceses de Portugal, fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito concorridas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.
Ordenada por dom Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de dom Afonso III.3 Em Portugal, a festa de longa tradição era antigamente celebrada com danças, folias, e procissões em que o sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe, a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos, desfilavam pelas ruas.4 Das danças dos ofícios, em Penafiel, ainda se celebram o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.5 6
Esta celebração tem uma conotação muito forte no Minho, particularmente em Monção e em Ponte de Lima.
Em Ponte de Lima, a tradição d´O Corpo de Deus perdura já há vários séculos.
O Corpo de Deus é celebrado no 60º dia após a Páscoa, ou mais correctamente na Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade (que, por sua vez, é o primeiro Domingo a seguir ao Pentecostes) seguindo a norma canónica. A diferença prende-se no facto de, no dia posterior ao feriado nacional, se realizar uma celebração, própria e exclusiva da vila, tendo sido decretado desde 1977 feriado para todos os Limianos.
As celebrações do Corpo de Deus realizam-se durante todo o dia, sendo os Limianos presenteados com uma procissão da parte da manhã e outra da parte da tarde em volta da vila e uma missa para todos os habitantes do Concelho no próprio dia, sempre ao meio-dia, na Igreja Matriz.
Em Braga, é também tradição, desde 1923, a presença maciça de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, pois foi nessa procissão que os mesmos se apresentaram em público naquele ano.


Tapete






Tapete de Corpus Christi em Santos Dumont - MG.
Os tapetes de rua são uma tradição e manifestação artística popular realizada por fiéis da Igreja Católica, confeccionados para a passagem da procissão de Corpus Christi.
A tradição da confecção do tapete surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores.7 Os desenhos utilizados são variados, mas enfocam principalmente o tema Eucaristia. No Brasil essa tradição está sendo ampliada, atingindo inclusive comunidades, bairros e até Colégios (um exemplo é o Colégio Virgo Potens, em Guarulhos-SP, que desde 2009 realiza a confecção junto a materiais diversos e também foco na Sustentabilidade).
Para confeccionar os tapetes são utilizados diversos tipos de materiais, tais como serragem colorida, borra de café, farinha, areia, flores e outros acessórios.


********************************************************************************

Compreensão Teológica do CORPO no Novo Testamento

            A teologia bíblica do corpo no Novo Testamento ainda é um desafio tanto na compreensão lógica como na reflexão que vai além da ciência.
            Quando Paulo escreveu: “A caso não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Cor 3,16), estava se referindo à igreja viva do seu tempo, e ao mesmo tempo, à uma comunidade de pessoas vivas em construção do Reino de Deus. Também alerta sobre a falsa concepção de liberdade que se pode ter sobre o corpo, porque não nos pertence (1 Cor 6,19). Teologicamente fomos resgatados em Cristo Ressuscitado.
            O ser humano nasce livre, e em consciência, pode escolher suas atitudes, mas isso não responde todas as questões do corpo. Aqui pode ser profundamente analisado sob a ótica da ética, não somente reduzindo o comportamento e as normas morais, mas refletindo a dimensão da teologia ou do teocentrismo onde Deus é o centro de nossas decisões (cf. 2 Cor 6,16; 1 Ts 4,8), e como disse Jesus, “aquele que me enviou” (Lc 10,16).
O corpo tem vida, mas não é a vida. E a vida do corpo existe no espírito. Esta concepção, O corpo tem vida, mas não é a vida. E a vida do corpo existe no espírito. Esta concepção inata ao ser humano causa temor, mas o maior temor é “aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo na geena (inferno)” (Mt 10,28). “A vida é mais do que alimento e o corpo, mais do que a roupa” (Lc 12,22-23) Estes ensinamentos refletem sobre o essencial da vida humana e que viver, não se resume á condições básicas materiais. É claro que a vida reúne o ser e o ter; o corpo e o espírito; o humano e o divino.
O corpo está condicionado ao tempo, mas o ser vivo é algo junto ao tempo e para além do tempo, pois, em Cristo, o corpo tem um sentido eucarístico, isto é sacramental, é consagrado como alimento espiritual, que é celebrado na Santa Ceia, e tem sua culminância no Reino de Deus, que inicia no tempo humano e transcende a dimensão da “carne” (“sarx”) (cf. Lc 22, 14-20; 1Cor 11,23-25). [Veja sobre a “carne” Jo 1, 13; 3,6; 6,53-56.63].
É importante compreender a vida a partir do corpo, porque no contexto da Santa Ceia, o sentido simbólico está inserido na realidade dos vivos e em memória do corpo de Cristo ressuscitado. Não discernir o sentido do corpo como sacramento é condenar-se ao estado material do mesmo (1Cor 11,29).
O corpo sepultado de Jesus não tem sentido, é vazio como o próprio túmulo, mas, na morte de Jesus, a morte é vencida (Lc 23,52). Não se trata mais de um corpo, cadáver, nem o reavivamento do mesmo, mas do vivente, que é a nova condição do corpo ressuscitado (Lc 24,1-12).
Em João Evangelista, Jesus fala “do templo do seu corpo” (2,21). Ele que “se fez carne e habitou entre nós” (1,4), construindo assim a história da salvação, demonstra que o verdadeiro templo não é de pedra, mas é o próprio corpo de carne, e em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou, sintetiza a concepção dos sinóticos e a visão escatológica das Escrituras, que é a realidade definitiva da vida plena.
A compreensão dos discípulos e a fé em Jesus ressuscitado trazem um novo sentido sobre o corpo, vendo como templo de Deus (cf. Jo 12,16; 14,16; 15,26).
Em Jesus reside a glória de Deus (cf. Jo 1,14.32s), e assim, o seu corpo é o novo templo que supera o antigo (Jo 2,19,22). Do contexto da crucificação, o corpo de Jesus comunga e forma solidária com os que foram crucificados com ele (Jo 19,31; Lc 23,39-43), e que continua na ceia pascal e no convívio social, sempre com atitude de libertação.
A história humana não está separada da Historia Sagrada da salvação. Desde a Criação, homem e mulher, Deus os criou, endo carne da carne (cf. Gn 1,27; 2,23) e nesta condição natural existe a relação com a lei moral, mas só há plenitude com a lei do espírito (Rm 7,4,6; 8,2).
Em Cristo, o corpo morre, “mas o Espírito é a vossa vida por causa da justiça” (Rm 8,10). “Aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos dará também a vida aos vossos corpos mortais, por seu Espírito que habita em vós” (Rm 8,11). Neste sentido, o corpo é vivo enquanto demonstra amor, partilha, solidariedade... Ou seja, os frutos do espírito (Gl 5,22s), e em sentido comunitário, não egocêntrico, porque “nós somos um só corpo em Cristo, sendo todos membros um dos outros” (Rm 12,5).
Na concepção paulina, o corpo, a alma e o espírito, não se referem a fragmentos do ser, mas significa o ser por inteiro da pessoa, em que a vida é compreendida de forma integral, e o sentido da libertação e da salvação também é integral (1Ts 5, 23)
O corpo é um apelo a uma vida digna. Não ser corpo é negar a caridade de viver. Assim, Cristo vive, mesmo após a morte, pois, assumiu a causa de ser o templo de Deus.
Na carta de Tiago existe uma citação que relaciona o corpo com a respiração, assim também, a fé com as obras. Para o corpo não tem sentido sem a respiração porque se torna algo morto. Do mesmo modo, “a fé sem obras é morta” (Tg 2,2). Então, o corpo é animado com o sopro divino (Gn 1,2; 2,7; Jo 3,5-6), mas é preciso nascer na fé, e não só no corpo carnal.
 O corpo sofre naturalmente o seu envelhecimento, mas, quando é pela escravidão, pela opressão ou por qualquer ato de violência que abate tantos irmãos e irmãs, assim como ocorreu com o corpo de Jesus, morto na cruz, sendo o enviado de Deus para a salvação da humanidade (cf. Pd 2,24), significa abortar a vida. Mesmo assim, o sentido da vida no corpo, tendo Deus dado nesta forma a nossa existência, traz em si e com consciência, a possibilidade de nos comunicarmos com os nossos semelhantes, com toda a natureza e com o transcendente, no sentido de promover a dignidade humana.
____________________________________________________________

Fonte: Bíblia de Jerusalém
           Bíblia de Estudo Pentecostal
           Bíblia de Tradução Ecumênica – TEB
           Bíblia Sagrada Edição Pastoral
______________________________________________________

1 Coríntios 15
43é semeado em desonra, mas ressuscita em glória; é semeado em fraqueza, porém ressuscita em poder; 44é semeado um corpo natural, contudo ressuscita um corpo espiritual. Ora, se há corpo natural, há também corpo espiritual. 45Da mesma forma, está escrito: “Adão, o primeiro homem, foi feito alma vivente”; o último Adão, no entanto, é espírito vivificante! …

Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

João 12:24

Nenhum comentário:

Postar um comentário