SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

sábado, 21 de agosto de 2010

PLURALISMO RELIGIOSO

Pluralismo Religioso

A sociedade brasileira é hoje fortemente marcada pelo pluralismo religioso. Este pluralismo acentuou-se muito nos últimos anos, tanto no plano quantitativo quanto na variedade das formas.
A porcentagem dos que se declaram católicos tem diminuído nos últimos trinta anos. O Censo de 1970 contava 91,77% de católicos e o último Censo 73,3% em nível nacional.(Rio de Janeiro, 59,3%; São Paulo, 65,2%; Salvador, 65,3%; e Ceará 81%).
Hoje, o sincretismo religioso aumentou de uma maneira impressionante. Há muitos brasileiros com dupla ou tríplice pertença religiosa ou que transitam com facilidade de uma religião a outra, ou ainda constroem sua própria visão religiosa com elementos de diversas procedências. Não dispomos de dados seguros sobre a assiduidade à prática religiosa, embora sabendo que é bastante diversificada. O pluralismo religioso é maior nas grandes cidades e, mais especificamente, na parte periférica dessas cidades.
As causas da situação atual encontram-se, de um lado, no impacto da modernidade, com o processo de desagregação e desenraizamento da cultura tradicional, uma acelerada urbanização, contínuas migrações, agressiva atividade missionária por palie de algumas igrejas cristãs c por parte das seitas etc. Por outro lado encontra-se a história do catolicismo brasileiro, em grande parte constituída por devoções aos santos, transmitidas de geração em geração no ambiente rural e nas famílias, mas pouco assistidas pastoralmente por um clero escasso e mal distribuído. Isso trouxe como conseqüência a falta de uma iniciação cristã e de ligação estável e consciente do povo com os sacramentos e com a instituição eclesial. Compreende-se, assim, porque muitos Católicos não receberam claramente o primeiro anúncio de Jesus Cristo, nem passaram pelo processo de crescimento e amadurecimento pessoal na fé, através de uma verdadeira experiência catequética.
Hoje, não é de se estranhar que esses católicos não sintam uma vinculação atual com a Igreja e sejam atraídos por outras religiões, agora que mudaram as condições culturais, em especial pela acelerada urbanização.
No último Censo um terço dos católicos declararam que participaram assiduamente da vida da Igreja. Este é o contingente dos leigos mais conscientes, que assumiram a renovação conciliar com a aceleração do processo de modernização de nossa sociedade. A grande porcentagem dos que estão desligados de qualquer prática religiosa católica coincide com o expressivo número dos que têm enfraquecido os laços religiosos tradicionais. Não se identificam mais com suas devoções antigas, nem aderiram á nova orientação da Igreja. A maioria dos católicos, porém, ainda não participa da vida da Igreja e, mais sério, nem é a1cançada pela atual ação evangelizadora. (oportuno lembrar aqui que há somente um padre para cerca de 7.800 Católicos). Portanto, a evangelização precisa da multiplicação das vocações sacerdotais, religiosos (as), e da atuação dos leigos.
Durante os últimos trinta anos muitos Católicos procuraram outras religiões. A procura aconteceu em duas direções opostas: a do fundamentalismo e a do subjetivismo. No primeiro caso, o fiel acreditou que a Igreja não conservou a fé em sua pureza e buscou uma comunidade que julgou ter redescoberto as origens ou os fundamentos do cristianismo Nela se faz uma leitura literal da Bíblia e nunca se discute a interpretação dada pelo líder ou pastor.
O subjetivismo aumentou o número de católicos que interpretam a seu modo a tradição católica, seja aceitando seus dogmas como referência, mas abandonando a participação no culto, seja misturando-a com elementos de outras religiões, seja descaracterizando parte dos seus conteúdos. O subjetivismo ético deixa uma liberdade ilimitada de opções para cada indivíduo, que podem agir de acordo com os próprios interesses e gostos, criando-se a mentalidade segundo a qual vale tudo.
Há finalmente as "igrejas eletrônicas" que, pela presença constante na TV e programas religiosos de grande popularidade, levam muitos católicos da Igreja. Os programas dirigidos às grandes massas tendem a apelar aos sentimentos religiosos elementares, comuns a todos e, geralmente, não insistem nos aspectos doutrinais para não afastar o público. Prometem curas e milagres de toda espécie e tendem a espetacularizar e a banalizar a religião, nivelando-a com entretenimentos televisivos de todo tipo.
Nas diversas esferas da vida política, econômica, cultural, bem como nas mais diferentes profissões comprova-se um relativismo ético, que chega, até, a determinar em grande parte os relacionamentos afetivos e familiares. Nesse horizonte, as pessoas não dispõem mais de pontos de referência para orientar a própria conduta e, neste caso, sua conduta religiosa. É tarefa da Igreja católica dar a devida ênfase à questão ética, indicando seus verdadeiros fundamentos. A "ditadura do relativismo", da qual fala Bento XVI, é conseqüência direta da negação da verdade em sentido objetivo e transcendente (Veritatis esplendor, nº 99). A dignidade e a consciência moral consistem no conhecimento e na obediência à lei de Deus, inscrita no coração da pessoa humana (GS, n. 16). A Igreja de Cristo é Una, Santa, Católica e Apostólica.
A unidade vivida na Igreja Católica leva-nos a buscar com perseverança e confiança, na graça do Pai, a comunhão de todos os que crêem em Cristo, Filho ele Deus e Único Salvador, que, porém, vivem a Fé em Cristo e em seu Evangelho, na pluralidade de interpretações da fé e outras experiências culturais assimiladas ao longo ela História. O desejo explícito de Cristo: "Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só rebanho -com um só pastor" (Jo 10,16) é a busca da Unidade, obra do Espírito. Isso nos leva também a preocupar-nos seriamente com os católicos que estão saindo do curral de Cristo. Temos que nos perguntar por que há este atual êxodo de fiéis da Igreja Católica, a única fundada pelo próprio Cristo, para outras denominações cristãs e não-cristãs. A Santa Sé nos oferece alguns excelentes documentos para nos orientar neste sentido: A carta Encíclica "Ut Unum Sint", o Decreto "Unitatis Redintegratio" e "Nostra Aetate" do Vaticano II, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos nós temos: “Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o ecumenismo", "A dimensão ecumênica na formação dos que trabalham no ministério pastoral", "Diálogo Católico-Pentecostais" etc. Entre os Estudos da CNBB podemos indicar "A Igreja Católica diante do Pluralismo Religioso no Brasil", números 62, 69 e 71.
Pe. Brendan Coleman
06/12/2005
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VÍDEO SOBRE O PLURALISMO RELIGIOSO

http://www.youtube.com/watch?v=tqo4ghfebzI


MITO E RELIGIÃO

          Alguns especialistas, como Mircea Eliade, estudioso de história comparada das religiões, atribuem importância especial ao contexto religioso do mito. Com efeito, são muito freqüentes os mitos que versam sobre a origem dos deuses e do mundo (chamados, respectivamente, mitos teogônicos e cosmogônicos), dos homens, de determinados ritos religiosos, de preceitos morais, tabus, pecados e redenção. Em certas religiões, os mitos formam um corpo doutrinal e estão estreitamente relacionados com os rituais religiosos -- o que levou alguns autores a considerar que a origem e a função dos mitos é explicar os rituais religiosos. Mas tal hipótese não foi universalmente aceita, por não esclarecer a formação dos rituais e porque existem mitos que não correspondem a um ritual.  
          Nas religiões monoteístas, as mitologias, sobretudo as teogonias, são geralmente repudiadas como exemplos de ateísmo ou politeísmo, pois representariam uma desvirtuação do Deus único e transcendente, à medida que o relacionam a manifestações ou representações de outras criaturas. Entretanto, essas mesmas religiões também recorrem a descrições fantásticas, de caráter simbólico, para explicar a origem do mundo e do pecado, o fim do mundo e a vida ultraterrena, e não deixam de atribuir a Deus reações e sentimentos humanos.  
          O mito, portanto, é uma linguagem apropriada para a religião. Isso não significa que a religião, tampouco o mito, conte uma história falsa, mas que ambos traduzem numa linguagem plástica (isto é, em descrições e narrações) uma realidade que transcende o senso comum e a racionalidade humana e que, portanto, não cabe em meros conceitos analíticos. Não importa, do ponto de vista do estudo da mitologia e da religião, que Prometeu não tenha sido realmente acorrentado a um rochedo com um abutre a comer-lhe as entranhas, nem que Deus não tenha criado o ser humano a partir do barro. Religião e mito diferem, não quanto à verdade ou falsidade daquilo que narram, mas quanto ao tipo de mensagem que transmitem. 
          A mensagem religiosa geralmente exige determinado comportamento perante Deus, o sagrado e os homens, e é, muitas vezes, formulada de forma compatível com conceitos racionais e em doutrinas sistematizadas. O mito abrange maior amplitude de mensagens, desde atitudes antropológicas muito imprecisas, até conteúdos religiosos, pré-científicos, tribais, folclóricos ou simplesmente anedóticos, que são aceitos e formulados de modo menos consciente e deliberado, mais espontâneo, sem considerações críticas.




VÍDEO SOBRE MITO E RELIGIÃO

http://www.youtube.com/watch?v=zCRXCEELxkkhttp://www.youtube.com/watch?v=zCRXCEELxkk





sábado, 31 de julho de 2010

A BÍBLIA



   A  BÍBLIA  

(Jonas Serafim)

01.  A BÍBLIA conta no GÊNESIS
a história do mundo e dos seres
e na história da Criação
Deus é o autor verdadeiro,
é o Testamento primeiro
da sagrada revelação.

02.  No princípio tudo era bom,
a vida toda sendo um dom,
havia jardim e um paraíso,
Adão e Eva eram felizes,
não havia nada de crise
e ninguém era oprimido.

03.  Mas surge Caim contra Abel
dividindo a Terra e o Céu,
matando o seu próprio irmão,
enfurecido por inveja.
E com Noé o que se espera
uma Aliança de conversão.

04.  E sobre a terra caiu um dilúvio
cobrindo de água o mundo,
restando de tudo a Promessa,
que apesar de Babel opressora,
a providência mão criadora
chama Abraão e tudo recomeça.

05.  É a história do povo de Deus
com Isaac, Jacó e os hebreus,
com Sara, Rebeca e Raquel,
com José vendido aos egípcios,
com Moisés, o Êxodo e o exílio...
Essa é a história de Israel.

06.  Seguindo depois o LEVÍTICO,
livro sagrado dos ritos;
temos NÚMEROS do povo em ação
rumo à terra prometida
tendo uma nova política
do povo de Deus em libertação.

07.  O livro do DEUTERONÔMIO
tem uma Aliança, um sonho,
que forma o pentateuco.
E lendo os livros  históricos
Israel é o grande foco
na luta por justiça e direito.

08.  Nas escrituras de JOSUÉ
une terra, vida e fé.
e entre as tribos dos JUÍZES
a saga de Sansão e Dalila
tem amor, traição e justiça.
São essas as nossas raízes.

09.  E na luta dos pobres tem RUTE
que ensina o povo que lute
a exemplo da Ana e SAMUEL
que alerta o risco da monarquia,
e pra tirar de Saul a anarquia
Davi é ungido rei de Israel.

10.  E seguindo no livro dos REIS
Salomão é o sábio da lei
foi quem fez um grande Templo
na cidade de Jerusalém,
mas não governou muito bem,
o palácio era o seu centro.

11.  Revendo um pouco a história
nas CRÔNICAS tem a memória
junto com ESDRAS e NEEMIAS,
o povo judeu em organização,
após o exílio, a reconstrução,
é o judaísmo que prosseguia.

12.  Em outros textos sagrados,
TOBIAS e JUDITE são encontrados,
mais a famosa história de ESTER,
e a resistência dos MACABEUS
na luta do povo de Deus
mostrando a vitória da fé.

13.  Nos escritos sapienciais
o resumo é justiça e paz,
como ensina no livro de JÓ,
nos SALMOS  e nos PROVÉRBIOS;
e em ECLESIASTES contra o tédio,
reflete o sentido sob o sol.

14.  Nos CANTARES de Salomão
o amor é a revelação.
ECLESIÁSTICO e  SABEDORIA
a justiça é imortal,
o bem vence o mal
e a natureza se recria.

15.  Na literatura profética
a santidade de Deus é certa:
ISAÍAS, JEREMIAS, e EZEQUIEL,
DANIEL, BARUC, OSÉIAS e ABDIAS,
JONAS, MIQUÉIAS, NAUM, e SOFONIAS,
AMÓS, HABACUC, AGEU e JOEL,

16.  ZACARIAS, MALAQUIAS e LAMENTAÇÕES,
todos anunciaram a conversão.
E adiante no Novo Testamento
a nova Aliança chega com Cristo,
é o cristianismo no início,
o Evangelho é o novo fermento.

17.  MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO
são Evangelhos da revelação,
e ATOS DOS APÓSTOLOS é
a ação do Espírito Santo,
como diz na carta aos ROMANOS
a salvação vem pela fé.

18.  E nas cartas de são Paulo,
com Cristo acaba o escravo,
em CORÍNTIOS, GÁLATAS e EFÉSIOS,
FILIPENSES, TIMÓTEO e COLOSSENSES,
FILEMON e TESSALONICENSES,
traduzem um novo credo.

19.  Também TITO e HEBREUS,
falam de Jesus, galileu;
como a fé e a obra em TIAGO;
como as cartas de PEDRO e JOÃO
e de são JUDAS, outro irmão,
todos confiantes e animados.

20.  E por fim, o APOCALIPSE
é tudo o que o anjo disse
e revelou ao servo João,
é o testemunho de Jesus Cristo,
é a mensagem do Santo Espírito,
é de Deus a Revelação.

21.  Às sete igrejas da Ásia,
Jesus, o Ômega e o Alfa,
é o anúncio de conversão.
Um novo céu e uma nova terra,
é assim que a história encerra
e continua nossa missão.

+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +



                       




A  BÍBLIA  SAGRADA
(Literatura de Cordel)






  



CENTRO ECUMÊNICO DE ESTUDOS BÍBLICOS






Autor:  JONAS SERAFIM
(2014)



  
               




A BÍBLIA SAGRADA
          Jonas Serafim


Vou contar uma história
me dê licença, por favor.
É a mais bela de todas
que já ouvi com fervor
não me canso de recitá-la
pois trata da Bíblia Sagrada
é a Palavra de Nosso Senhor .

No começo antes de tudo
Deus criou o céu e aterra
fez a luz para o dia
e separou a luz das trevas
fez todo o firmamento
era o seu próprio testamento
pleno de paz e sem guerra.

Deus viu que tudo era muito bom
a água, a terra, o fogo e o ar,
os luzeiros no imenso céu
e os seres vivos a contemplar:
peixes, pássaros e todos os répteis,
abençoados e sendo férteis
todos criados para amar.

E Deus criou homem e mulher
à sua imagem e semelhança
abençoou com fecundidade
com fé, amor e esperança
e disse que cuidasse da terra
em nome da paz e não da guerra
guardando seu Nome na lembrança.

E assim concluiu Deus
terminando todo seu trabalho
e no sétimo dia descansou
como qualquer operário
abençoou e santificou
e a obra que Ele criou
é tudo de mais sagrado.

Esta é a história do Gênesis
da Criação da terra e do céu
da mulher e do homem
da fartura de leite e mel
da farinha e do azeite
do pescador e do peixe
de Adão, Eva, Caim e Abel.

Na origem do mundo
e de toda humanidade
o Deus Criador da vida
semeou sua bondade
deu o sol e deu a chuva
deu o vinho puro da uva
para todos com  igualdade.

E como se não bastasse
o Criador fez um jardim
colocou a árvore da vida
com seus anjos querubins
e a árvore do conhecimento
pra alimentar o pensamento
entre o que é bom e ruim.

Mas o homem desobedeceu
trocou o bem pelo mal
rompeu com a fraternidade
deixou de ser luz e de ser sal
e em nome do progresso
se fez violento e perverso
o coração de carne se fez pedra e pau.

A história continua
com terra e descendência
segue o caminho preciso
com um povo e muita crença
e com o homem justo Noé
na missão de sua fé
Deus é a grande presença

Foi por causa da maldade
que o dilúvio aconteceu
Noé construiu uma arca
e sua família protegeu
e o Criador fez uma Aliança
com uma grande esperança
que sobre um arco estabeleceu.

O mundo foi crescendo
falando a mesma língua
com tijolo, fogo e ferro
construíram uma torre linda
era a cidade de Babel
que ligava a terra ao céu
a Babilônia conhecida.

A cidade ia crescendo
e aumentava a opressão
o povo se dispersava
com muita confusão
mas da descendência de Sem
que de Noé provém
veio o povo de Abraão.

Quero lembrar também
da presença  da mulher
desde Eva, “a que dá vida”,
até a mulher de Noé
e o ser vivente que nasce
só mostra pra terra sua face
se for gerado no útero, não é?

A origem do povo de Deus
começou desde a Criação
e eis que Sara sendo estéril
deu um filho a Abraão
saíram de sua terra
abençoados por que eram
unidos na fé e na vocação.

Abraão, um homem de fé,
saiu de Ur para Harã
foi  junto com a sua família
 para a terra de Canaã
por causa da carestia e da fome
foram morar bem longe
no Egito era outra manhã...

Nesta história meu ouvinte
contada toda oralmente
depois escrita no papel
para todo ser vivente
escrita está a Promessa
a Aliança com luta e festa
alimento do bom crente.

Veja agora com Agar
mulher de fibra, serva egípcia
é a mãe de Ismael
formou o povo ismaelita
é a história do povo de Deus
que também é o povo hebreu
é judeu ou israelita.

Esta é a história dos patriarcas:
de Sara com Abraão
nasceu o filho Isaac
e em outra geração,
de Isaac com Rebeca
veio Jacó na promessa
continuando a Criação

E José filho de Jacó
pelos irmão foi vendido.
Eram doze na irmandade
formando as doze tribos
viveu no Egito como escravo
sonhador  e muito bravo
administrador do trigo e do Nilo.

Depois de centenas de anos
o povo hebreu que estava no Egito
escravo pelo rei faraó
explorado e oprimido
seguiu o líder Moisés
que tirou as sandálias dos pés
por ouvir o clamor dos excluídos.

A opressão era tamanha
por tanto trabalho forçado
construindo as pirâmides
tirando gente do roçado;
mas Deus liberta o seu povo
e refaz tudo de novo
buscando um povo libertado.

Esta marcha é o Êxodo
saída pra liberdade
do povo hebreu como escravo
rumo a nova sociedade
que deixando o cativeiro
a vida de um povo inteiro
fez no deserto espiritualidade.

Nesta história companheiro
Deus está no meio do povo
é Deus conosco libertador
construindo um mundo novo
o amor é a sua maior lei
Ele que é o rei dos reis
assim neste cordel eu louvo.

E a Páscoa é celebrada
como passagem de vida nova
tudo está no Pentateuco
como fonte e maior prova.
Mas a terra é o dom da vida
e pra se fazer a partilha
há muita luta pra vitória

Chega o tempo da monarquia
com Saul, Davi e Salomão,
entre tantos outros reis
com impostos e opressão.
Diz lá no livro de Samuel
 entre Judá e Israel
 a luta por uma nação.

Passa o tempo e vai passando
e o povo de Deus resiste
lutando e cantando salmos
unindo fé com o que vive.
De Isaías à Malaquias,
profetas da noite e do dia,
juntos com Deus ninguém divide.

Eis aqui um Testamento
de um povo que luta e festeja
de deserto e de exílio
de gente que ama e beija
é a vida com sal e luz
que na pessoa de JESUS
sua palavra é verdadeira.

Os evangelhos nos ensinam
sobre o Messias enviado
ungido do Pai Criador
Filho de Deus gerado
e com sua mãe Maria
mulher que sempre ouvia
anunciou o revelado.

Assim vai seguindo a missão
em pequenas comunidades
com o nazareno de Judá
desde Belém, pelo campo e cidade
com mensagem de libertação
e também de salvação
sementes da fraternidade.

Nesta história consagrada
tão humana e bem vivida
narra a paixão e ressurreição
retrata a vida oprimida
do Galileu chamado JESUS
que foi pregado numa cruz
e ainda hoje é repetida.

Em cada rosto de um pobre
viúva, órfão ou estrangeiro,
criança, negro, ou índio,
doentes e prisioneiros,
está o rosto humano de Deus,
o Deus de JESUS que sofreu
pra salvar o mundo inteiro.

Este é um grande legado
que Paulo de Tarso escreveu,
soldado romano convertido,
teólogo, missionário e judeu.
Criou várias comunidades
com o evangelho da liberdade
conservou a fé que combateu.

Nesta dinâmica da vida
entre o sagrado e o profano
sonha-se com justiça e paz
felicidade no mundo humano
como diz no Apocalipse
e tudo que JESUS disse
só acontece se amando.

“Amai-vos uns aos outros
como eu vos amei.”
Esta é a grande mensagem
de JESUS que disse e fez.
E o “novo céu e uma nova terra”,
pela paz e não a guerra,
é nossa luta e nossa lei.

Esta é a grande história
que relembro e estudo  
e guardo na memória
o primeiro livro do mundo.
Agradeço a Deus pela vida,
mas a missão não termina,
e este relato não é tudo...

FIM


MINI BIOGRAFIA

JONAS SERAFIM DE SOUSA nasceu em 30 de março de 1962, em Recife, Pernambuco. É professor de Ensino Religioso na Prefeitura de Fortaleza, licenciado em Ciências da Religião, com especialização em Pesquisa e Ensino do Fenômeno Religioso, formado no Instituto de Ciências Religiosas (ICRE), no Seminário da Prainha, atual Faculdade Católica de Fortaleza. É cristão ecumênico. Atualmente participa de encontros no Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI). Residente no Conjunto Ceará. Comunica-se virtualmente pelo E-mail: serafimjonas@yahoo.com.br. Aceita comentário no Blog: ensinoreligioso-serafimjonas.blogspot.com






O LIVRO DE DANIEL


Vou contar uma história
que está escrito na Bíblia,
do século II, antes de Cristo,
e é uma grande narrativa
para sustentar a fé
e manter de pé a vida.

É a história de um profeta
em tempo de perseguição,
é o livro de Daniel,
apocalipse da libertação,
é a vitória do Deus criador
o autor da salvação.

No tempo do rei Joaquim,
da cidade de Judá,
o rei Nabucodonosor,
começou a dominar,
cercou toda Jerusalém,
levou tudo para Senaar.

Este rei da Babilônia
procurou israelitas,
gente de boa aparência
pessoa bem instruída
pra ensinar uma tradição
com um novo estilo de vida.

O período de três anos
era o tempo de ensinamento
preparação pra servir o rei
para mudar o pensamento,
assumir nova identidade,
costumes gregos e violentos.

Entre os moços de família
estava o jovem Daniel,
Ananias, Misael e Azarias,
crentes no Deus Emanuel
que está presente conosco
unindo a terra e o céu.

Eles ganharam outros nomes
sendo Daniel o Baltasar,
Sidrac, Misac e Abdenego,
veio a sequência formar,
indica o peso dominador
querendo assim alienar.

Daniel não se contaminou
co'as comidas da mesa real
manteve sua identidade
numa luta espiritual
resistiu ao opressor
só com água e vegetal.


Nabucodonosor teve um sonho
que deixou todo assustado
pois seus magos e astrólogos
sem saber foram executados,
mas com o profeta Daniel
este sonho foi revelado.

O jovem judeu exilado
na fé do Deus que liberta
expõe diante da Majestade
que pra Deus não tem mistério
uma visão que interpreta
duma grande estátua brilhante
que era quebrada por uma pedra.

Estátua cabeça de ouro,
o peito e os braços de prata,
barriga e coxas de bronze,
pernas e pés de ferro e de barro.
E uma simples pedra atingiu
em favor dos mais fracos.

Tudo isto simboliza
uma sucessão de impérios
com a política opressora
que pra Deus não tem mistério
e pra combater a injustiça
o negócio ficou sério.

O rei mandou fazer uma estátua
pra todo mundo adorar
mas os jovens recusaram
pelo Deus que faz salvar
e foram jogados na fornalha
e ficaram até queimar.

Resistiram pela fé
cantando, louvando ao senhor
Sidrac, Misac e Abedenego
exaltavam o Criador
e o fogo da fornalha
ficou frio e sem orador.

O rei ficou admirado
ao perceber tal situação.
Viu na fornalha um quarto jovem
simbolizando libertação
pois era "um filho de Deus"
que trazia a salvação.

O rei fez logo um decreto
reconhecendo o Deus que salva,
pagando seus erros com justiça
até comendo capim com água,
e agora Nabucodonosor
prova sua própria fornalha.

Surge agora o rei Baltazar
e um grande banquete ele fez,
encheio a cara de vinho
e disso ela era freguês,
e viu dedos riscando a parede...
Era mistério outra vez.

Foi então aquela gritaria
pra saber o que estava escrito
na parede algo a ser revelado
que assim estava descrito.
E traduz Daniel as palavras:
Contado, Pesado, Dividido.

Deus contou os dias do reinado
e pesou tudo na balança,
era um reino dividido
que não dava esperança,
mas Daniel como ministro
em Deus mantinha Aliança.

Na briga pelo poder
na política e na religião
tramaram contra Daniel,
puseram na cova dos leões.
Mas Daniel era fiel a Deus
que lhe deu vida e salvação.

Era o reinado de Baltazar,
de Dario e Ciro, rei dos persas.
E nesta história de impérios
veja só o que nos resta,
nos relatos de Daniel são
reinos de medonhas feras.

O campo histórico da batalha
era todo o Oriente Médio.
E em nosso mundo global
onde tudo ficou moderno
a luta ainda continua
com novos monstros do inferno.

Daniel orava ao Senhor,
-Deus vivo que ama e perdoa-
bondoso cidadão da ética,
pois sua mensagem hoje ecoa,
com coragem e bom ânimo,
sua profecia não foi à toa.

O Deus da fé de Daniel
se revela em nossa história
que criou toda natureza
relembrado  na memória
de Abraão, Isaac e Jacó.
E a Moisés, no Egito deu vitória.

Na literatura profética
está o livro de Daniel
que quer dizer "Deus julga",
o que criou a terra e o céu,
que acolhe os inocentes
e o povo que lhe é fiel.

Na versão grega da Bíblia
conta a história de Susana
que fora caluniada
por juízes de má fama
acusando-a de adultério
a mulher que a Deus ama.

Mas a trama foi desfeita
desmanchando essa novela
com ajuda de Daniel
o julgamento se revela
e o machismo sobre a mulher
ainda hoje é uma guerra.

Os relatos continuam
mostrando a idolatria
como uma coisa sem vida
que a injustiça esvazia
como a ganância política
que Daniel rebatia.

Nos costumes dos babilônios
outra história é lembrada,
fala dum ídolo chamado Bel,
era uma grande presepada
dum bicho de barro e de bronze
que o rei alimentava.

O disfarce foi destruído
junto com o seu templo
com a intervenção de Daniel
e sempre Deus no seu tempo:
sacerdotes e suas famílias,
todos terminaram morrendo.

Outro ídolo era um dragão
que os babilônios adoravam,
mas Daniel arrebentou
porque também se indignava
com a injustiça e a opressão
que o povo todo passava.

Aqui jaz esta história
que transcrevo pra ensinar
sobre o livro de Daniel
e pra quem quiser repassar
e se preferir melhor
ler a Bíblia é salutar.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

RITOS SAGRADOS



          VÍDEOS SOBRE OS RITOS SAGRADOS



02.http://www.youtube.com/watch?v=Da-EdO1c5SQ    
     VALE DO AMANHECER

03.http://www.youtube.com/watch?v=8YLkXHslpOs      
     BUDISMO

04.http://www.youtube.com/watch?v=s0SeBQQbZmU    
     INCORPORAÇÃO

05.http://www.youtube.com/watch?v=ldMiUCG2v1Q      
    CANTIBÓ - JUREMA

     JUDAÍSMO

07. http://www.youtube.com/watch?v=8V4ghSVMHVQ
      HINDUÍSMO
         
08.http://www.youtube.com/watch?v=NSRLWevjwkg  
     DOM DE LÍNGUAS 


10.http://www.youtube.com/watch?v=aCLrUkoIpTc  
     SANTO DAIME




O termo  RITO  tem vários sentidos. Rito é totalmente diferente que rituais. Muitas pessoas acham que essas duas palavras vêm do mesmo significado mas rito e rituais têm significados diferentes. No sentido mais geral, um rito é uma sucessão de palavras, gestos e atos que, repetida, compõe uma cerimônia (religiosa ou civil, na maior parte das vezes). Apesar de seguir um padrão, o rito não é mecanizado, pois pode atualizar um mito e, assim, segue ensinamentos ancestrais e sagrados.
É um conjunto de atividades organizadas, no qual as pessoas se expressam por meio de gestos, símbolos, linguagem e comportamento, transmitindo um sentido coerente ao ritual. O caráter comunicativo do rito é de extrema importância, pois não é qualquer atividades padronizada que constitui um rito. Rito é aquilo que você faz todo dia, como escovar os dentes. Isso é um rito. Você não para e se pergunta porque está escovando os dentes, mas você sabe que aquilo é uma coisa que você sempre faz. A palavra "rito" pode também designar tipo de velocidade no ritual de processo jurídico.


LÍDERES RELIGIOSOS

VÍDEO SOBRE LÍDERES RELIGIOSOS

http://www.youtube.com/watch?v=oGxYExGC24c

DIVERSIDADE RELIGIOSA

VÍDEO SOBRE A DIVERSIDADE RELIGIOSA

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