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segunda-feira, 29 de julho de 2013

AUTOCONSCIÊNCIA (poesia)


AUTOCONSCIÊNCIA  (Jonas Serafim)




A razão para escrever é a própria realidade
que aos poucos idealiza o pensamento concreto.
A percepção da realidade aos sentidos 
sofre também ilusão.
Somos ânimos
e não anônimos desnecessários.
Em nossa animalidade
se encontra a espiritualidade.
Não somos só em nós mesmos.
Somos convergentes na diversidade.
Somos em autoconsciência
uma unidade qualitativa com o todo.
Somos uma realidade viva,
cósmica, convergente, intensa, inteligente e consciente. 
O Eu de mim mesmo é por existir, pensar, sentir, comer e amar.
Mas nem tudo o que se pensa, existe.
Somos empíricos demais e imediatos
para não percebermos nossos atos inconscientes.
Somos substancialmente
pensante e transcendental.
Em nós reside a soma total das condições vitais
de um ponto finito para a infinitude.
A consciência nos dá o sentido
entre a simplicidade e a complexidade.
A causalidade primeira de toda causa
denomina-se liberdade.
Tudo na natureza é necessário
e nada finda só em si mesmo.
A concepção que temos do mundo 
é em cada um uma consumação.
A consciência de um ente supremo necessário
ultrapassa a dimensão humana.
Não temos resposta para tudo
mas temos tudo como resposta.
Os conceitos inteligíveis que criamos
nascem na consciência da realidade vivenciada.
O determinismo exclui a dialética
mas não impede a transformação inevitável.
A razão não pode provar sua transcendentalidade
senão pela sua experiência determinada.
O empirismo não pode provar tudo
o que jaz inerente ao ser pelo sentimento.
Uma causa criadora originária de tudo
inquieta o pensamento de todo racional.
A consciência de uma razão em sua finalidade
converge no princípio da unidade.
Todo conhecimento intuitivo, dedutivo, conceitual e ideal,
se limita numa fonte a priori, e tudo caminha para o sentido essencial. 

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