SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

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domingo, 23 de setembro de 2018

INTRODUÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO
Werner H. Schmidt
Aluno: Jonas Serafim de Sousa
O Primeiro Testamento bíblico se insere no contexto da história de Israel. Para tanto é necessário fazer uma análise das fontes, uma identificação e avaliação de material comparativo extrabíblico do Antigo Oriente, e uma inferência sobre acontecimentos históricos.

A partir da monarquia em Israel é que aparecem amplamente as tradições escritas. Na história de Israel podemos constatar seis épocas, a saber: Pré-história nômade (séc. XV); Época pré-estatal (séc. XII-XI); Monarquia (1000-587 a.C); Exílio (587-359); Pós-exílio (539); Era do helenismo (333...).
A povoação israelita menciona lugares como Harã e Ur (Gn 11,31), e uma relação de parentesco (22,20ss; 24,4ss; 27,43) num contexto migratório (19,30ss; 36,10ss). Com o passar do tempo adentraram a terra cultivada e fértil.

O povo israelita teve como base três tradições em sua fé: a promessa aos patriarcas, a libertação da escravidão no Egito e a revelação no Sinai. Os antepassados seminômades de Israel penetraram na Palestina e aí formaram tribos organizadas. A tomada da terra, concluída por volta do século XII a.C., seguiu-se na progressiva expansão e consolidação da posse da terra (Jz 1,28). A monarquia trouxe consigo a constituição de um Estado nacional. Os filisteus chegaram à Palestina dentro do movimento migratório dos povos do mar e conseguiram formar cinco cidades-estados. Neste contexto surgiu a Monarquia (1 Sm 8-12), destacando-se Saul, Davi e Salomão. Os reinos se dividiram em dois: Israel no Norte e Judá no Sul (926 a.C., 1Rs 12). A partir daí o movimento profético passou a ser mais crítico sobre a política dos governantes de Israel (2 Rs 9s).  Jerusalém foi sitiada pela segunda vez e ocupada em 587 a.C.. Os babilônios tomaram medidas drásticas e cruéis sob o reinado de Nabucodonosor (2 Rs 25). Depois disso, o judaísmo ficou dividido entre a Palestina e o Exílio (a diáspora). Após dois séculos de hegemonia persa (539-333 a, C.), Alexandre Magno inaugurou a era helenística. No ano de 64 a. C. a Palestina caiu sob o domínio romano.

Os antepassados de Israel viviam em tendas e migravam. Eram seminômades criavam gado, ovelhas e cabras (Gn 30,31ss). Dentro do grupo havia a prática de solidariedade; o indivíduo gozava de proteção e de direitos. Não havia uma instância jurídica superior. Contudo, em relação às pessoas de fora do grupo reinava uma severa ordem (Ex 21,23ss).

Com a sedentarização, a propriedade rural passou a constituir a base existencial do clã ou da família e assegurou a posição social da pessoa livre (Mq 2,2). O israelita reconhecia a soberania de Javé sobre a terra no momento em que oferecia as primícias dos animais e das colheitas a Deus ou as destinavas ao santuário (Ex 22,28s). Por fim, a monarquia instaurada acabou com a sociedade tribal (2Sm 24,1s; Am2,6).

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