SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

SOMOS ÁTOMOS DE DEUS

sábado, 21 de maio de 2011

CONCEPÇÕES E CONTEÚDOS DO ENSINO RELIGIOSO



Cocepção de ensino religioso no FONAPER: 

Trajetórias de um conceito em construção


O FONAPER, durante seus 15 anos de existência (1995-2010), vem realizando
 significativos esforços relativos à ampliação, aprofundamento e efetivação de 
uma concepção de ER enquanto parte integrante da formação básica do
cidadão (Lei nº 9.475/97), reconhecido como uma das áreas de conhecimento
que compõem a base nacional comum (Resolução CNE/CEB nº 2/98 e
Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010).
Esse entendimento levou o FONAPER a propor um objeto de estudo, objetivos,
encaminhamentos didáticos e metodológicos, eixos de conteúdos e pressupostos
para avaliação, buscando sustentação epistemológica e pedagógica para o ER,
o qual constantemente é desafiado a mostrar sua importância na superação de
preconceitos, no tratamento adequado às culturas e grupos religiosos silenciados,
invisibilizados, negados e/ou exotizados.
Desde o seu primeiro Estatuto, o FONAPER defende uma concepção de ER
focalizada em oportunizar aos educandos o acesso ao conhecimento religioso
e não às formas institucionalizadas de religião, pois essas são entendidas
 como competências estritamente das confissões e tradições religiosas,
promovendo, assim, uma ruptura histórica com as concepções confessionais
e interconfessionais que demarcaram o caráter histórico da disciplina.
Na sua Carta de Princípios, elaborada quando da sua instalação, o Fórum 
orientaria suas as ações e atividades buscando a garantia que a Escola,
ofereça Ensino Religioso ao educando, em todos os níveis de escolaridade, 
respeitando as diversidades de pensamento e opção religiosa e cultural do
 educando.
Segundo essa carta de princípios, o FONAPER caracteriza-se como um espaço 
pedagógico que visa a garantir o direito do educando em conhecer e valorizar a
 diversidade do fenômeno religioso enquanto substrato cultural e patrimônio da
humanidade, bem como dar lugar para reflexões e propostas de encaminhamentos
 para a implementação do ER sem discriminação de qualquer natureza.
Estando o ER excluído do movimento para elaboração dos Parâmetros Curriculares 
Nacionais (PCN) encadeado pelo MEC, FONAPER, em meados de 1996 e 1997, 
elaborou os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso (PCNER),
 visando à construção de um currículo de ER a partir da perspectiva da
 Lei nº 9.475/97, 
a qual alterou o art. 33 da LDB n° 9.394/1996.
A concepção que perpassa os PCNER apresenta significativos avanços no trato 
pedagógico da diversidade cultural religiosa, reconhecendo que a escola não é
espaço para a doutrinação de uma ou mais denominações religiosas, mas sim
um lugar para a socialização dos conhecimentos produzidos pela humanidade 
nas diferentes culturas, incluindo nesses, o conhecimento religioso, que é
também 
um conhecimento humano.
Para alcançar os objetivos propostos ao Ensino Religioso, os PCNERs
 apresentam
cinco (5) eixos organizadores dos conteúdos, que indicam os conteúdos
programáticos
de cada ciclo ou série do Ensino Fundamental:

1. Culturas e Tradições Religiosas (filosofia da tradição religiosa; história
 datradição religiosa; sociologia da tradição religiosa; psicologia da tradição
religiosa);

2. Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais (revelação; história das narrativas
 sagradas; contexto cultural; exegese);

3. Teologias (divindades; verdades de fé; vida além da morte); 4) Ritos (rituais;
 símbolos; espiritualidades);

4. Ritos (práticas celebrativas religiosas; simbologias; espiritualidades);

5. Ethos (alteridade; valores; limites).
    

  * Obs.: Basicamente a humanidade ensaiou quatro (4) respostas possíveis
 como norteadoras do sentido da vida além morte:
      
      1. a Ressurreição

      2. a Reencarnação

      3. o Ancestral

      4. o Nada   

Os PCNER apresentaram uma proposta inovadora frente aos paradigmas de uma
realidade educacional marcada por tentativas de homogeneização religiosa. Sinaliza
 para processos educacionais significativos que revelam o desejo de libertação de
 uma concepção monocultural, cristalizada e historicamente limitada a contemplar
 a "maioria".
Apresenta uma proposta desafiadora para os dias atuais em contextos educacionais,
 culturais e sociais do Brasil, que precisam, podem e devem avançar em direção
 ao (re)conhecimento da diversidade cultural e religiosa.
Após ter elaborado os PCNER, o Fórum dedicou-se à produção do documento
Ensino Religioso: Referencial Curricular do Ensino Religioso para a Proposta
 Pedagógica da Escola (Caderno Temático nº 1), a fim de contribuir para que as
 escolas do Brasil pudessem elaborar as suas propostas pedagógicas em
consonância com os PCNER e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Fundamental.
A concepção de ER que perpassa o Caderno Temático 1 apresenta-se como
 complementar aos avanços presentes nos PCNER, garantindo o ER como parte
integrante da formação básica do cidadão, assegurado o respeito à diversidade
cultural e religiosa do Brasil, sem quaisquer formas de proselitismo. Tal concepção
 não está vinculada à fé explícita, como adesão a uma determinada tradição
 religiosa, mas aos elementos do "fenômeno religioso no cotidiano da vida,
 objetivando compreender a busca do Transcendente e o sentido da vida que 
oferecem critérios e segurança ao exercício responsável dos valores universais 
da cidadania" (FONAPER, 2000, p. 8).
No intuito de fomentar a formação de professores para o ER no Brasil, o FONAPER,
 produziu 12 Cadernos para o Curso de Extensão a Distância denominado Ensino
 Religioso: capacitação para um novo milênio.
Esses Cadernos ampliaram significativamente a concepção de ER por
apresentarem 
elementos até então pouco contextualizados e sistematizados. Apresentam a 
trajetória do ER desenvolvida a partir e por meio das múltiplas relações no contexto
 político-educacional, além de contribuir com fundamentos teórico-metodológicos
 para o desenvolvimento da docência em Ensino Religioso.
Os Cadernos reforçam significativamente o papel da escola frente a implantação 
do ER ao afirmarem que a ela compete garantir o acesso ao conhecimento religioso, 
a seus componentes epistemológicos, sociológicos e históricos. Pode, naturalmente,
servir-se do fenômeno religioso e de sua diversidade, sem, contudo, erigir uma ou
outra forma de religiosidade em objeto de aprendizagem escolar. Na aula de Ensino
 Religioso os educandos têm que ter acesso ao conhecimento religioso, não aos 
preceitos de uma ou de outra religião.
Nas concepções anteriores, o ER, ao afirmar uma religião como única e verdadeira, 
acabava provocando a segregação dos grupos religiosos diferentes. Nesse sentido,
o conjunto dos 12 cadernos, em consonância com a legislação, acentua que cada
educando deverá ser aceito e respeitado independente da crença que possui. Com
 isso, o ER passa a ser um componente agregador, pois evangélicos, católicos,
 budistas, luteranos, candomblendistas, umbandistas, espíritas, islâmicos, judeus,
indígenas e membros de outras crenças e, inclusive, os que optam por não ter 
nenhuma crença têm a oportunidade de se sentarem lado a lado, estudarem, 
pesquisarem, socializarem e produzirem conhecimentos sem sofrerem 
discriminação.
Os referidos Cadernos são, nessa perspectiva, instrumentos que trazem 
significativas
contribuições no sentido de ampliar e aprofundar as discussões referentes ao
processo de construção do novo paradigma para o ER, em conformidade com a
 legislação em vigor.
O movimento desencadeado pelo Fórum, a partir de 2009, buscando a não
aprovação do Art. 11 do Acordo Brasil-Santa Sé, que trata do Estatuto Jurídico 
da Igreja Católica no Brasil, também revelaram a compreensão de Ensino Religioso
 compreendida. Nos diversos manifestos, documentos e pronunciamentos, 
o FONAPER defendeu que o ER é componente curricular do Ensino Fundamental,
 parte integrante da base nacional comum, cuja regulamentação se deu pela
 Lei nº 9.475/97. Desse modo, o Fórum ratificou a importância e a necessidade
 de a escola disponibilizar a seus educandos, no conjunto dos conhecimentos,
 conteúdos referentes à diversidade cultural religiosa do povo brasileiro, promovendo
 e exercitando a liberdade de concepções e a construção da autonomia e da
 cidadania, aspectos basilares de um Estado laico e democrático.
Nessa perspectiva o FONAPER, desde a sua instalação (1995), vem apresentando
e propondo à comunidade brasileira, que o ER não deve ser entendido como ensino
de uma religião ou das religiões no contexto escolar, mas sim uma disciplina
 embasada nas Ciências da Religião e da Educação. Enquanto componente
 curricular, ao considerar as diferentes vivências, percepções e elaborações que
integram o substrato cultural da humanidade, constitui-se rica fonte de 
conhecimentos que instigam, desafiam e subsidiam as diferentes gerações,
 oportunizando a liberdade de expressão religiosa e viabilizando desta forma, a
prática da "Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural" (UNESCO, 2001).
Portanto, o FONAPER entende que o ER, enquanto componente curricular deve
 atender à função social da escola, em consonância com a legislação do Estado
Republicano brasileiro que tem na sua base o respeito, a acolhida e a valorização
 das diferentes manifestações do fenômeno religioso no contexto escolar, a partir
de uma abordagem pedagógica que estuda, pesquisa e reflete a diversidade cultural 
religiosa brasileira, vedadas quaisquer formas de proselitismos. Assim, visa contribuir
na formação plena do cidadão, no contexto de uma sociedade cultural e 
religiosamente diversa, na qual todas as crenças e expressões religiosas precisam
e podem ser respeitadas.
As diferentes crenças, grupos e tradições religiosas, bem como a ausência delas, 
são aspectos da realidade que devem ser socializados e abordados como dados 
antropológicos e socioculturais, que podem contribuir na interpretação e na 
fundamentação das ações humanas.
Com isso, justifica-se que o ER, como as demais áreas do conhecimento, 
necessita de um tratamento didático-pedagógico adequado, a fim de organizar os
 conteúdos e trabalhá-los na perspectiva de construção de conhecimentos. Trata-se
do fazer pedagógico "em nível de análise e conhecimento na pluralidade cultural da 
sala de aula, salvaguardando, assim, a liberdade de expressão religiosa do educando"
(FONAPER, PCNER, 1997, p. 38).
A concepção de ER presente na atual legislação e nos documentos produzidos pelo
FONAPER é uma marca na história da educação brasileira e especificamente para o
 componente curricular do ER pois representa um salto significativo referente ao
 tratamento das diferentes identidades culturais e religiosas que transitam o 
cotidiano escolar.
Verifica-se nos últimos anos que as pesquisas e temáticas propostas e discutidas
 em eventos tanto do FONAPER quanto de outras instituições relacionadas e 
comprometidas com a pesquisa e a formação de docentes em ER, estão buscando
 novos paradigmas que se aproximam às discussões relacionadas à interculturalidade, 
aos direitos e deveres humanos, ao currículo e à formação docente sob novas 
perspectivas, a fim romper com os processos educacionais monoculturais, que 
reproduzem discriminações, preconceitos e silenciamentos no cotidiano escolar.
Nessa trajetória em busca da construção de um outro paradigma para o ER, 
destaca-se a ousadia do FONAPER em buscar outros olhares, perspectivas e
 desafios, integrando a diversidade cultural religiosa presente na sociedade e na 
escola brasileira.
Este texto é um recorte do artigo intitulado Concepção de Ensino Religioso no
FONAPER: trajetórias de um conceito em construção, de autoria do Prof. Adecir 
Pozzer, publicado na obraDiversidade Religiosa e Ensino Religioso no Brasil:
 memórias, propostas e desafios, publicada em 2010, em comemoração aos
 15 anos do FONAPER.



FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DO ENSINO RELIGIOSO


 


Histórico

O percurso do Ensino Religioso no Brasil passou por diferentes formas de
viabilização e expressão, segundo o contexto histórico, político e educacional
de cada época.
Desde meados do XVI, no Brasil-Colônia, o ensino da religião se constituiu
como um instrumento do colonizador, assegurado pela presença dos
Padres Jesuítas que catequizavam os povos indígenas, primeiros habitantes
desta terra. Mais tarde, essa mesma estratégia foi utilizada para com os
povos africanos, que aqui foram feitos escravos.
Até a Proclamação da República (1889), o ensino nas escolas sustentou-se
em fundamentos católicos, pois o Catolicismo era a religião oficial do Império.
Com a conseqüente separação entre Estado e Igreja, o ensino passou a ser
considerado laico, mas, no que se refere ao Ensino Religioso, o
enfoque continuou sendo confessional.
Com a promulgação da Constituição Brasileira de 1934, marcada por um
 intenso debate entre católicos e laicistas, o Ensino Religioso passou a
ser caracterizado como disciplina de matrícula facultativa, ministrado de
acordo com a convicção religiosa do aluno, constituindo matéria nos horários
normais das escolas públicas. Esse enunciado visava proteger a liberdade
religiosa e a confessionalidade como prática pedagógica.
Até o início da década de 1970, a doutrinação religiosa continuava a ser
praticada nas escolas públicas brasileiras. A partir de então, a educação
passou por uma ampla discussão, devido às mudanças sociais e políticas
vivenciadas neste período, principalmente a partir da LDBEN nº. 5.692/71.
No âmbito do Ensino Religioso, em alguns Estados brasileiros, as reflexões
 deram origem ao desejo de eliminar o enfoque catequético das aulas, almejando
 a formação integral dos educandos, por meio de um Ensino Religioso ecumênico,
que integrasse as diversas denominações religiosas cristãs.
Algumas experiências de acolhimento e respeito entre igrejas cristãs levaram,
posteriormente, a repensar novamente o Ensino Religioso, principalmente
buscando agora uma aproximação inter-religiosa. Grupos de educadores,
entidades religiosas, universidades e secretarias de educação, sentiam a
necessidade de encaminhar uma nova forma de ministrar o Ensino Religioso,
que acolhesse a diversidade cultural religiosa brasileira.
Em 1995, persistentes neste ideal, os participantes da vigésima nona
Assembléia Ordinária do Conselho de Igrejas para o Ensino Religioso–CIER,
que no ato comemorava seus 25 anos de experiência ecumênica, propõe a
instalação do Fórum Nacional Permanente de Ensino Religioso – FONAPER.
Neste ato, realizado em 26 de setembro, Dom Gregório Wasmeling, presidente
do CIER, após a abertura solene, abriu espaço para que fossem apresentadas
as quarenta e duas entidades educacionais e religiosas presentes, bem como
os professores e pesquisadores provenientes de quinze unidades da Federação.
Assim foi instalado FONAPER. Foram colhidas as sugestões para uma carta
de princípios que regeria o Fórum.
No dia 27 de setembro, os trabalhos tiveram início às oito horas, com a indicação
de uma Comissão de Trabalho, composta por um representante de cada
Unidade da
Federação, para elaborar a carta de princípios do Fórum. Simultaneamente,
aconteceram as palestras com os temas: a) Eco, Desenvolvimento e
 Espiritualidade,
 ministrada pela Professora Sueli Amália de Andrade (UFSC);
b)Espiritualidade na Cultura,
 ministrada pelo Professor Régis de Morais (UNICAMP).
No dia 28 de setembro a Comissão de Trabalho composta por
 Álvaro Sebastião
Teixeira Ribeiro (DF), Maria Augusta de Sousa (RN), Ângela Maria
Ribeiro Holanda (AL),
Maria Neusa C. Vasconcelos (RO), Pe. Luiz Lima (SP), Maria
Vasconcelos de Paula
 Gomes (MG), Vilma Maria G. Selhorst (MS), Risolêta Moreira
Boscardim (PR), Vicente
 Volker Egon Bohne (RJ), Werena Wittmam (AM), Carmem Izabel
 Carlos Silva (PB),
Arabelo Eunice Martins Maria Machado (PI), Pe. Rui Cavalcante
Barbosa (TO), Leonardo A.
Semeria Maurente (RS), Raul Wagner (SC), Carmencita Sejjuin (RJ),
Valdemar Hostin (RJ)
e Lizete Carmem Visser (PR), apresentou a proposta da carta de
princípios que,
após análise e retificações, foi aprovada pelos presentes.


AS SETE VERDADES DO BAMBU

sábado, 23 de abril de 2011

SÍMBOLOS DA PÁSCOA (Vídeo)

SÍMBOLOS DA PÁSCOA


 A PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach"
("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria [2] .
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
OVOS DE PÁSCOA
 De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.

Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
COELHO

 O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. 
CORDEIRO

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.

Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

CÍRIO PASCAL

É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".

Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.

O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
GIRASSOL

O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.

O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.

PÃO E VINHO
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.

Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.

Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.


Colomba Pascal

O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.


SINO

Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.

O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.
Quaresma

Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

Óleos Santos
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.



PÁSCOA


Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.


Origem do nome

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou deEostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês doséculo VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.


Páscoa Cristã

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres. [1]


Páscoa no Judaísmo

Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua .


Tradições pagãs na Páscoa

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ouAstarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.



domingo, 17 de abril de 2011

IMENSIDADE



IMENSIDADE

Jonas Serafim





No pântano animado de todo o cosmo infinito se encontra o mundo humano em sua amplitude, outra imensidão guardando os segredos da vida que se forma em constante transformação, sendo em movimento, e nunca estático, que une todos os elementos da natureza, convergindo tudo para o todo da imensidade.

Os sentidos inconstantes questionam sempre sobre a verdade, algo que não cabe em uma caixa dogmática, e que se alastra na infinidade do universo.

O nosso si mesmo já está situado no ilimitado universo, e se é assim que existimos e vivemos, com sentido e razão, não estamos no vácuo niilismo que não tem sentido. 

Todo o movimento ou ato que acontece está unido numa conexão com o todo do universo, articulado aos sentidos e à nossa razão.

Estamos num espaço sem limites, num tempo de ser sempre sendo para a plenitude. Então, não podemos afirmar o nada diante de tudo e do todo em sua imensidade. Daí sabermos a grandeza do quanto é bom o mundo em que vivemos. Assim é a bondade, não tem fronteiras. Somos essencialmente infinitos. E em nossa infinitude tudo se completa para a perfeição. Os defeitos, portanto, são consequências da ação humana.

Envolvido pelo imensurável céu, não precisamos fantasiar outros céus. Tudo está conectado na imensidade do universo, pelo átomo, pelo pensamento, vibrações, sentimentos e atitudes. A ação em favor da vida tem sua razão na luz que ilumina a escuridão originária da criação. Tudo muda de aparência e a morte não existe. Na imensidade benevolente universal tudo se renova para o bem.

Havendo uma infinitude matemática e quântica, é porque há um sentido infinito e pleno do ser.

A existência e a convivência são originárias da onipotência ativa e definitiva.

O princípio interno de toda matéria e de todo ser vem do espírito que movimenta a vida.

O sentido extrínseco advém da interioridade que anima o raciocínio, as palavras e as ações.

A existência, a vida e o movimento em todo o universo, acontecem pela razão intrínseca e infinita e tem efeito infinito em potência. Esta é a concepção da imensidade. 

Considerando o espaço e a matéria com aptidões, confirma-se neste argumento a ação da vida com toda a imensidade. Nisto consiste o impulso das partes para o todo. Tudo é eterno na própria eternidade real, sempre presente, em que existe, vive e se movimenta em transformações sucessivas e sensíveis.

Tudo está em movimento na e para a imensidade. Estamos todos no mesmo espaço infinito porque tudo é um só na imensidade. Já estamos na eternidade e não podemos mais fugir desta realidade que encanta com mistérios e revelações. Dos elementos naturais podemos dizer com consistência que são tantos espalhados em todo o cosmo: outras terras distantes e outros sóis, envolvidos pela água e o ar, nas diferentes formas possíveis. Há uma diversidade em toda unidade do universo e tudo no todo forma o uno.

Não vivemos para nós mesmos. Vivemos em relação com todos e com o todo. O sol não brilha para si mesmo, nem a terra brilha só para si. Só percebemos a luminosidade pelo reflexo de outros corpos.

Convivemos no processo cosmogênico que entrelaça sentimento e razão. E a razão da vida se encontra no começo de sua formação que percorre uma duração rumo ao infinito. 

Não viveríamos sem o equilíbrio entre o ar, a água, a terra e o fogo. Um elemento não existe sem o outro em toda a imensidade. Um corpo consiste na complexidade que une respiração, sangue, massa, energia e espírito. O todo, parte da mesma origem e está para o mesmo fim infinito. Somos eternos, embora, mortais. Mas este é o processo natural do corpo corruptível para o corpo incorruptível. Como sementes, somos unidos ao útero originário da terra para a dimensão imensurável. 

A beleza da estética do universo é completa com a vida, a paz e o amor. Aqui compreende toda a diversidade e une fé e ciência.

O centro e o meio de tudo, desde o átomo até ao organismo vivo e atuante, é o coração que sente, comunica e participa. O heliocentrismo não corresponde a toda imensidade; e em seu movimento, limita-se à Via-Láctea como uma matéria-prima inteligente. O princípio vital do movimento conserva-se no desejo e no impulso da gravidade universal de continuar o percurso para não enfraquecer a própria vitalidade e para a finalidade que exerce rumo à plenitude.

O universo tem a sua própria filosofia e ciência em toda sua imensidade. Não adianta querer enterrar o pé só no criacionismo ou só no evolucionismo. Isto é tolice e estupidez, porque, na verdade, toda a criação evolui.

Somos aprendizes sempre, e em busca constante na amplitude do pensamento, semelhante à perfeição do universo. Tudo está em volta do único e grandíssimo céu, porque o mundo é um só, vivo e supremo. 

Se lutarmos contra a natureza, mudamos o seu equilíbrio. Nada está fora de lugar, senão for movido por uma força contrária. Se o átomo é indivisível, em tese, o ato contrário à sua natureza o desequilibra e causa mudanças explosivas e desumanas. Não precisamos extrair o coração de um corpo vivo para compreender a natureza das partes e do todo. A própria natureza possibilita a compreensão pela percepção do ciclo da vida. Ao observarmos a vida e a morte, como realidades contrárias e naturais, pelas investigações lógicas que são possíveis fazer no corpo vivo, e no corpo morto, alcançamos o verdadeiro conhecimento que queremos sem alterar a natureza. Tudo o quer existe é composto pelo todo. Nada existe no vazio. Tudo tem sentido e uma direção, refletido na ação humana, na perspectiva da unidade.

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     Baseado na obra de Giordano Bruno: "Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos"

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VÍDEO SOBRE O UNIVERSO
http://youtu.be/0N0kFPekLo0





MÍSTICA QUÂNTICA
Jonas Serafim de Sousa

Somos átomos de Deus.
Nada vem do nada. Tudo vem do algo.
O algo que me aparece
não é só porque existe simplesmente,
mas é porque tem uma essência
e um sentido significante e revelador
à vida real como um todo.

Vejamos! O silêncio. O que é o silêncio?
O silêncio não existe.
O que percebemos é sempre um segredo.
Só sentimos o verdadeiro silêncio
por uma atitude de perfeita contemplação.
Nisso está o mistério.
Apesar de tudo, a natureza oferece a quietude.

Diante da quietude das religiões
há uma inquietude da verdade
Deus não é uma ortodoxia,
não está velado em nenhuma doutrina.
Fora da doutrina está o Sagrado.

Na metáfora humana se compreende
a metafísica divina
e o ponto de ruptura do sujeito
que abre caminho no tempo e na espiritualidade.

No amálgama da energia com a matéria
se compreende o nó de relações entre as coisas.
Entre fé e razão tudo está relacionado com tudo.
Tudo coexiste.
Entre o simples e o complexo,
o fenômeno do Espírito Sagrado.

No princípio de tudo, entre os átomos e o vazio,
o infinito aponta como possibilidade consciente.
Somos mistérios no tempo e no espaço.
Existem realidades do não-real
no pensamento que vive recriando o mundo.

mundo fora de nós converge
com o imensurável universo interior de cada um.

Ninguém toca nada
apenas nos aproximamos
e é assim que afetamos a realidade de todos.

Somos átomos microscópicos de Deus.
E Deus é amplo como um grão de mostarda.
Somos o mundo. Não somos separados.
Estamos interligados e integrados.
Construímos e destruímos o nosso mundo.

Pensamentos neuróticos deformam as emoções
com substâncias negativas contrárias à espiritualidade.
Somos emoções. Somos amor.

A aparência física nos prende à definições
que nos cegam com superficialidades.
Somos além do que pensamos
e estamos interligados no Universo
como matéria, consciência e espírito.
Reflita!

Nossa natureza consciente
é um processo real
e um mistério em evolução.

Reconhecemos a realidade definitiva
pela consciência e não só pela visão.
O que fazemos além disso, é a realização de ser.

Desconstruímos a realidade do nosso pensamento
em um mundo subatômico ou quântico.

Há uma existência potencial em toda realidade material,
com possibilidades infinitas que podemos alcançar.

Não tocamos em nada, e tudo está se tocando.
Tudo é sentido atomicamente.
Observamos e percebemos pelos sentidos.
Assim somos e nos projetamos, com causa e efeito,

como uma onda em evolução conectando com tudo.

desejo e a intenção no pensamento
pode elevar ou baixar o nível
da realidade em que se vive.
É só acreditar que pode.
Concentre-se!
Substância e tempo são o que somos. Somos um.

mundo interior é maior do que todo o Universo exterior.
Estamos dentro de Deus. Somos divinos